domingo, 4 de setembro de 2011

Que humanismo é esse?

Hoje é moda "ser legal". Como assim? Ora, hoje é cult amar a natureza e ser fã do filme Avatar. É bacana pregar a sustentabilidade e abraçar árvores. É bonito citar poemas em lugar de ler livros técnicos. É moral falar mal do lucro enquanto se toma um sorvete Haagen Dazs. É feio admirar prédios espelhados em detrimento dos prédios clássicos. É uma elevada ética pedalar bicicletas em detrimento dos terríveis carros. É "santo" nutrir uma admiração pela causa palestina contra o demoníaco Israel. É pecado comer Big Mac e esquecer a "dieta balanceada". Etc. e tal.

Não estou criticando o desejo legítimo por uma vida mais saudável e um planeta mais limpo. A grande questão é o sentimento de superioridade moral no "espírito da classe média" que quer até impor um tipo de "vida saudável". Sim, impor até por lei. Sim, vivemos neste mundo onde todo mundo é muito legal. É um mundo chato, certamente. Logo porque isso tudo não passa de uma grande hipocrisia. Quando leio alguns pastores cults que aderiram ao discurso "politicamente correto" vejo o farisaísmo do século 21. É muito blábláblá bonitinho, mas sem nenhuma consistência. Eles, que se acham a última fronteira do bem, sempre atacam o "mal" seletivamente. 

Exemplos: Há teólogos que falam e falam sobre injustiças sociais, mas nunca escreveram um único parágrafo contra o aborto. Talvez até sejam a favor. Eles não querem parecer "conservadores retrógrados". Que humanismo é esse? Eu quero estar fora de um humanismo que não abomina a eugenia. "Vade retro Satana", como diriam os exorcistas medievais católicos. Como falarão contra o aborto se querem agradar aos pares da academia de humanas? 

Se há um pecado nas Ciências Humanas é ter uma postura considerada "conservadora". É caso de excomunhão pelos sacerdotes da "tolerância de meia tigela". Recentemente um pastor "humanista" recomendou a obra do filósofo eslavo Slavoj Žižek que defende, entre outras ideias, que o terrorismo islâmico é uma forma legítima de manifestação contra o "imperialismo americano". Revendo as imagens do 11 de setembro é revoltante ler teses assim. Žižek tem como referência ética Mao Tsé-tung, o ditador sanguinário responsável pela morte de 70 milhões de chineses. E é leitura recomendada pelo pastor que ama a humanidade. É um problema esse povo que ama a humanidade e não suporta o indivíduo. 

É humano!

2 comentários:

Anônimo disse...

Meu irmão Gutierres,graça e paz!
É... vivemos mesmo tempos "bicudos".O humanismo que vemos hoje entre os "nossos" está longe do verdadeiro humanismo.É um humanismo bocó-tupiniquim do politicamente correto.Quer ser agradável a Deus e ao Diabo,à corrente do momento.O negócio é ser legal,defender as minorias,ser ambientalista,socialista.Não podemos ser contra Al Gore,Peter Singer,e contra o Obama nem pensar,é pecado "mortal."Não se posicionam contra o aborto,contra o casamento gay e outros malefícios.E o pior,valorizam mais a instituição que o ser humano,morre o homem de fome mas não pode matar um tatu para se alimentar.Entre nós eu rotulo de "humanismo à corbã":primeiro o sistema depois os meus.Sendo assim,vamos continuar abraçando as árvores e a natureza em geral,pois o "universo é sagrado", e "des-sabraçando" o ser,pois entre o ser deficiente e a pessoa sã,pau na moleira do deficiente.O verdadeiro humanismo é o que Cristo faz em nós:salva e nos humanisa da (des)humanidade dos politicamentes corretos que se dizem humanistas.
Vosso em Cristo de coração:José Nascimento Rodrigues.
E confesso:luto diariamente contra a minha própria humanidade que insiste em se desumanizar.

Welbert Roberto disse...

Lamentável,essa do pastor "humanista" que recomendou a obra do filósofo eslavo Slavoj Žižek,onde tudo isso vai parar?