segunda-feira, 31 de outubro de 2011

#Reforma Protestante

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Como todos sabem hoje é o dia da Reforma Protestante. O que a Reforma Protestante representa? Muita coisa! Vejamos:

a) Liberdade religiosa;
b) Liberdade de pensamento e crença;
c) A morte da hierarquia sufocante;
d) Livre exame das Escrituras;
e) Mediação somente em Cristo;
f) Centralidade na pessoa e obra de Cristo;
g) Salvação pelos méritos de Cristo e não por nossos méritos;
h) Pregação cujo foco é o Evangelho da Cruz e não o pragmatismo da autoajuda;
i) Sem santos e estrelas e nem megalomanias de homens;
j) O centro da revelação é a Bíblia Sagrada;
l) Separação Igreja e Estado;
m) O sacerdócio universal de todos os crentes...
Etc...
Ah, mas você já visitou igrejas protestantes que não seguem o espírito protestante? Sim, isso existe e é o nosso maior desafio!

5 comentários:

Anônimo disse...

Paz do Senhor, meu irmão.

Gostaria de saber sua posição sobre esse texto de Caio Fábio.
André Silva - olhos30.blogspot.com

Mas e a Reforma? Para quê serviu, então? Qual o fruto dela, hoje?

Talvez não seja a hora de propor uma Nova Reforma, tal qual alguns tem idealizado?

Não. Uma Nova Reforma é ainda “remendo de pano novo em veste velha”.

Buscar reformar o Cristianismo nada muda, visto que apenas se adia o comprometimento radical que o Evangelho demanda.

O Evangelho não propõe uma religião, mas o Caminho.

A Reforma Protestante elegeu de 95 teses; arrancou os ídolos do lugar do culto, e os retirou da devoção dos fiéis; aboliu o papado, acabou com boa parte do clero conforme a formatação católica, e afirmou que a Graça, Cristo, a Escritura e a Fé eram os ‘pilares’ sobre os quais a “igreja” deveria ter seus fundamentos. No entanto, a Reforma não se viu livre das técnicas gregas de ‘fazer teologia’ e suas sistemáticas, e nem abriu mão do logicismo grego, antes utilizando-se dele a fim de criar seus próprios credos, dogmas, doutrinas e leis morais. A Reforma é um Catolicismo que fez Dieta.

Gutierres Siqueira disse...

André, a paz!

Algo a análise exagerada. Nunca teremos uma igreja perfeita nesta terra. Nunca haverá reforma que contemple a plenitude neste mundo. Mas ainda assim devemos lutar pela reforma constante.

João Emiliano Neto disse...

Nós, os protestantes somos umas crias típicas do Catolicismo Romano. Por amarmos a liberdade, por amarmos a saudável e justa para com nossa consciência ordem mental imposta pela Ciência, por sermos criativos, por gostarmos bem pouco de um certo servilismo aleijante a uma ainda que justa, pois vem de Deus, hierarquia, porém muitas vezes corrompida, essas e outras características fazem de nós muito romanos, ocidentais, mesmo. Somos nós, os cristãos bíblicos, como que romanistas desgarrados. Somos - graças a Deus - protestantes: cristãos de raiz, consumados, cristãos que bebemos nas fontes de água viva, bíblicos, verdadeiros.

Obrigado meu Deus pela Reforma!


Sola Fide.*
Sola gratia.*
Sola Scriptura.*
Solus Christus.*

Soli Deo gloria!*

Aprendiz disse...

Anônimo

Há muito o que criticar na influência das filosofias grega sobre o pensamento cristão. Mas o Caio Fabio tenta passar a idéia de que a lógica é uma "invenção" grega, o que é falso. A lógica é algo que está na realidade e dentro de nossas mentes, tudo o que os gregos fizeram foi uma sistematização um pouco mais completa do que havia antes.

A matemática é, talvez, a forma mais exata de pensamento lógico, e existia muito antes dos gregos. Mais de mil anos antes de Cristo, o indiano Bhaskara sistematizou um método chinês de cálculo das raízes das equações de segundo grau. Em todas as civilizações antigas de que temos conhecimento, vemos grandes exemplos de aplicação da lógica em geral e da matemática.

O que os gregos fizeram foi uma sistematização um pouco mais completa da lógica. Os que fizeram isso, queriam se contrapor aos sofistas, pessoas que faziam discursos intrincados e bem montados, onde escondiam mentiras e incoerências. A sistematização grega da lógica surgiu como um instrumento para analisar e revelar os enganos desses discursos enganosos.

Hoje em dia, os novos sofistas estão em guerra contra a lógica sistemática, que pode revelar suas mentiras e fraudes...

Aprendiz disse...

Noto que Yeshua, ao combater os enganos dos mestres de seu tempo, não criticou o pensamento sistemático, mas pelo contrário, com lógica desmascarou os erros e incoerências dos discursos de seus opositores.

Yeshua tinha profundo conhecimento do ensino sistemático das grandes escolas farisaicas de seu tempo, e debateu dentro do conhecimento e sistematização que seus opositores já conheciam. Nossa profunda ignorância do estado do debate em seu tempo nos priva de percebermos isso com mais clareza.