quarta-feira, 21 de março de 2012

Macedo versus Valdomiro e os novos ricos da fé alheia!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

A briga entre dois falsos profetas não deve ser preocupação nossa. O sujo falando do mal lavado só mostra a falência moral daqueles líderes religiosos que ficam ricos com dinheiro de dízimos e ofertas. Agora, a forma escusa como o dinheiro é tratado, mesmo em denominações mais antigas, deve ser objeto de preocupação e zelo. Infelizmente, a riqueza com dinheiro de igrejas não é exclusividade dos neopentecostais.

Quantas rádios e emissoras evangélicas foram construídas com dinheiro de ofertas e hoje, como grandes empresas, geram lucros para uma diminuta diretoria? As emissoras evangélicas não deveriam ser como empresas tradicionais, pois o capital inicial não foi fruto de um único empreendedor. O sujeito vira dono de uma empresa que ele levantou com o dinheiro alheio sem pagar dividendos. Isso é no mínimo imoral.

Portanto, é triste saber que os Macedos e Valdomiros não são os únicos a lucrarem com um pseudoevangelho. Há muitos líderes denominacionais que vivem uma vida com grandes regalias. De onde vem o dinheiro?

Um pastor pode ser rico? É claro que sim. Mas ele deve ser rico apesar do ministério, mas não por causa do ministério. Se o pastor é um advogado de sucesso ou vem de uma família empresarial, logo não há imoralidade. O grande problema é um pastor ficar rico com dinheiro da igreja. E há muitos.

6 comentários:

Anônimo disse...

Queria entender a diferença. Um empreendedor normal, também conseguiu seu dinheiro vendendo seu produto/serviço, ou seja, pessoas deram seu dinheiro pra ele voluntariamente, seja como uma troca, seja doação.

O dinheiro da igreja é doação, mas é tão voluntário como o dinheiro que uma empresa operando livremente consegue receber.

Qual é a definição de "dinheiro alheio", então, se todo dinheiro que veio parar na sua mão um dia foi alheio?

Robson Cota

Gutierres Siqueira disse...

Robson,

Vamos as diferenças.

Uma emissora evangélica sempre nasce como a ideia de um projeto evangelístico. Para nascer o pastor pede doações para essa "missão". Com o passar dos anos a emissora vira uma empresa comercial e deixa o seu caráter meramente eclesiástico. Se essa passa a ser lucrativa, logo alguém ganha com isso. E quem ganha? Normalmente o pastor e seus parentes que viram CEOs da instituição.

Agora, se eu monto uma empresa eu pego dinheiro emprestado, seja com parentes ou com o banco. O capital inicial é alheio, mas eu preciso devolver o valor corrigido com juros. No futuro, se o capital é aberto eu passo ações para o meu sócio.

No mercado eu sempre vou pagar o dinheiro alheio, seja com juros ou ações. Todos ganham. Na empresa eclesiástica, todos doam, mas alguns espertos faturam.

Marcos Wimmer disse...

Gutierres,

Eu acho que você foi muito bonzinho em afirmar que as emissoras "geram lucros". Eu diria, sem medo de errar, que essas emissoras são usadas principalmente para fazer a lavagem do dinheiro doado de forma sofrida pelas pessoas às igrejas.
Além de imoral é revoltante todo esse sistema pseudoevangélico. É lamentável verificar como esses pastores cometem extorsão e estelionato usando Deus e o diabo como métodos de coação.

E por causa desses escândalos temos uma grande dificuldade em evangelizar as pessoas de nível cultural mais elevado, afinal "são todos evangélicos", dizem. Sem querer somos "farinha do mesmo saco". É Triste.

Deyver disse...

Post muito coerente com a situação atual do nosso país. Eu gostaria de entender como um pode falar do outro como se o patrimônio próprio obtido fosse puro e honesto, ou seja, apenas os bens do outro foram adquiridos de maneira duvidosa, o meu não!
E ainda tem gente que diz assim: Ahh... ele é um bom pastor e não tem trabalho fixo. "Dá a vida" pelo evangelho e por isso merece desfrutar do nosso dízimo. É justo!
Momento sinceridade: Santa ignorância! O que Paulo diria sobre isso? E João Batista?

Maranata !

Deyver disse...

Post muito coerente com a situação atual do nosso país. Eu gostaria de entender como um pode falar do outro como se o patrimônio próprio obtido fosse puro e honesto, ou seja, apenas os bens do outro foram adquiridos de maneira duvidosa, o meu não!
E ainda tem gente que diz assim: Ahh... ele é um bom pastor e não tem trabalho fixo. "Dá a vida" pelo evangelho e por isso merece desfrutar do nosso dízimo. É justo!
Momento sinceridade: Santa ignorância! O que Paulo diria sobre isso? E João Batista?

Maranata !

alvaro disse...

a minha preocupação é com as pessoas que são manipuladas por esses "lobos" que não tem os alimentados com um verdadeiro evangelho.