quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vivendo em função do inimigo. Ou o “cristianismo cult” é mesmo maníaco!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Para onde eu vou? Deixa eu ver o que o meu adversário pensa!

Infelizmente, o aborto de anencéfalos foi aprovado no Brasil. Nós, cristãos que somos, lamentamos mais uma vez esse descaso com a vida do feto, ou seja, a vida de um ser humano indefeso que será abortado por sua deficiência se assim os pais quiserem. Bom, muitos foram a favor do aborto, incluindo a maior parte da Suprema Corte, mas alguns foram por motivos um tanto malucos. E eu falo dos “cristãos cults”! 

Um teólogo (ou um sujeito metido a teólogo revolucionário) escreveu do Facebook com muito entusiasmo sobre a aprovação do aborto de anencéfalos. Mas a comemoração do sujeito não foi com argumentos morais, científicos ou legais que os defensores do aborto usaram, mas sim por pensar diferente do Silas Malafaia. Sim, ele ficou feliz com o fato de sempre andar na contramão de um pastor identificado como evangélico. Como é infantil o sujeito que vive em função do outro. Ele pensa assim: se o Malafaia é contra, logo sou a favor!

O que dizer de alguém que vive em função do inimigo? Ora, se o inimigo defende A, logo o outro defenderá B, mesmo que a tese A seja a correta. O que dizer dessa prática? Como podemos defini-la? Será infantilidade? Será excesso de soberba idiota ou mesmo a vã sensação de superioridade? Nada mais prejudicial para o debate inteligente do que aquele que vive em função do adversário intelectual.

Eu detesto o Triunfalismo e a Teologia da Prosperidade pregada pelo senhor Malafaia, mas nem por isso vou dizer que a sua opinião sobre o aborto é errada! Eu sei pensar com a minha própria cabeça. Eu não preciso saber o que o meu oponente teológico pensa para que eu formule o meu pensamento. Só por que o Malafaia é contra o aborto que eu serei a favor? Ora, ora, quem pensa assim precisa crescer, porque ainda não deveria ter saído das fraldas.

Não estou dizendo que todos aqueles que foram a favor do aborto de anencéfalos estavam motivados por um inimigo ideológico, teológico ou pessoal. Eu só usei o exemplo desse teólogo revolucionário para mostrar que muitos moderninhos por aí não pensam com a cabeça, mas sim com uma emoção infantil. Eu usei o exemplo do aborto, mas poderia ter usado muitos outros exemplos no debate teológico.

Adendo: Os "cults" odeiam os evangélicos, mas vivem do dinheiro deles!

Há muita coisa a lamentar no Movimento Evangélico Brasileiro, mas os cults acham que tudo está errado. O engraçado é que os mesmos vivem em função da comunidade evangélica. Onde o moderninho meia tijela vende os seus livros? Em livrarias evangélicas. Onde o moderninho cult prega suas mensagens iluministas? Em igrejas evangélicas. Onde o cult ensina? Em seminários evangélicos. E depois o mesmo cult diz que rompeu com o Movimento Evangélico. Vai entender! Rompeu com o Movimento, mas não com a grana? Que moral é essa, hein!?

11 comentários:

blog Desafiando Limites disse...

apz, Gut.

se entendi bem, o tal teólogo seria o "frouxo" (liberal) RG, ou alguma cria dele?

esses evangélicos "cults" são o fim dos tempos mesmo... será um sinal da volta dEle?

=p

Anônimo disse...

Gutierrez,

O seu comentário a respeito da incoerência dos "cults" pegou na "veia". É exatamente o que eu e meu colega de trabalho sempre comentamos. Se o sujeito diz ter rompido com esse "cristianismo", porque ele continua a ser pastor de uma igreja ou escrevendo para o público que julga ser tacanho. O coerente era fazer igual o Rubens Alves, quando viu que não dava mais para compactuar com a igreja presbiteriana, rompeu de vez com a instituição. Ora, se eu não postulo mais com os postulados daquele grupo o mais coerente é não se beneficiar em nada daquele grupo. E muito menos vender suas ideias para ele.

Parabéns!

Marcelo de Oliveira e Oliveira
Rio de Janeiro - RJ
agracadateologia.blgospot.com

Gutierres Siqueira disse...

Caro Wallace,

Na verdade é uma cria! E as crias costumam ser piores...

Gutierres Siqueira disse...

Marcelo, a paz!

Isso é uma amostra da hipocrisia reinante nesse meio.

Abraço

José Barbosa Junior disse...

É a mim que você se refere no texto?

Gutierres Siqueira disse...

Depende, José!

José Barbosa Junior disse...

uai... depende do quê?

Gutierres Siqueira disse...

Depende se a sua atitude condiz com a mania que eu citei no texto, pois são inúmeros "cristãos cults" que estão obcecados em não parecer "evangélico". E para mostrar esse desligamento com o "Movimento Evangélico" os mesmos abraçam qualquer bandeira dita "progressista". É um efeito manada sem reflexão crítica. É um fundamentalismo avesso.

José Barbosa Junior disse...

Ah! Tá...

A velha história da "carapuça"...

Foi mal... pensei que estava falando com um homem, não com um moleque.

Gutierres Siqueira disse...

Você usou o termo "moleque"?!Estou escandalizado! É preconceito contra os jovens da periferia! Como pôde usar um termo um "politicamente incorreto"? A sacrossanta "correção política" poderá dar-lhe cinquenta chibatadas. [ironia]

Aprendiz disse...

Gutierres

Tenho encarado todos esses descendentes do "liberalismo teológico" como parasitas dos cristianismo.

Às vezes fico pensando: Porque essa gente não se declara como ateus (há ateus entre eles), agnósticos (idem), deístas (idem), budistas (a cosmovisão de alguns é mais semelhante ao budismo que a qualquer outra coisa), espíritas, ateus práticos, etc? Porque não são coerentes? Como uma pessoa pode ser tão tola ao ponto de passar a vida ensinando num seminário cristão, só para demonstrar seu ódio ao cristianismo? São presos àqueles aos quais odeiam? É uma especie de perversão, algum tipo de masoquismo?

O mundo é muito maior que ficar preso numa sala de aula para falar mal de um livro àqueles que querem estudar esse livro. Não se interessam por estudar outra coisa, por fazer coisas diferentes, deixar a companhia daqueles a quem odeiam? Ficar ano após ano "ensinando" àqueles que eles mesmos desprezam? Parasitando uma religião em que não acreditam? É difícil pensar em pessoas menores... Um drogado ou bêbado, caído na rua é melhor do que eles; pelo menos é o que é...