segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Liderança Cristã (Módulo I)

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Material de apoio do Curso de Capacitação de Liderança Cristã e Teologia Básica do Seminário Martin Bucer.

A Igreja é uma instituição divina e humana. Na sua composição terrena essa instituição depende de lideranças capazes para o bom exercício da comunhão cristã. O líder cristão deve apresentar fortes qualidades morais, éticas e espirituais para exercer influência positiva sobre a família do Senhor.

 No mercado editorial (evangélico ou secular) há muitos livros de autoajuda que se propõem a ensinar o exercício de uma boa liderança. As Sagradas Escrituras, especialmente as Epístolas Paulinas, apresentam farto “material” de apoio para uma liderança digna do nome. Confira, por exemplo, a qualificação que as Escrituras exigem para o candidato ao ministério pastoral (exemplo: I Timóteo 3. 1-7).

1. O princípio básico da liderança cristã

 O princípio básico da liderança cristã está registrado nas palavras de Cristo: “Qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal” (Marcos 10.43). A liderança cristã deve ser serviçal, ou seja, aquele que deseja o ministério e apresenta vocação precisa demonstrar a sua aptidão para servir todos os homens. O líder cristão não é um aristocrata que manda e desmanda, mas sim um auxiliar que ajuda e fortalece o seu grupo.

Jesus Cristo, certamente, é o melhor exemplo de líder servidor, como disse o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 8.9: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos”. Jesus se entregou por toda a humanidade a fim de ganhar alguns.

Quando Jesus via que alguém o bajulava baseado em interesse mesquinhos Ele respondia abertamente: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20). Jesus veio para servir e não para ser servido por pessoas interesseiras por um lugar privilegiado em seu Reino. Muitos, naquela época, viam em Jesus um líder político que libertaria Israel da opressão de Roma. Alguns seguiam a Cristo interessados nas bonanças de um reino terreno.
O modelo de Jesus Cristo tem como base a humildade, a paciência, o exercício da piedade e a visão que os liderados devem ser servidos. O verdadeiro pastor não arranca as lãs da ovelha para proveito próprio, mas vive em função de seu cuidado e como guia. O pastor verdadeiro não monopoliza e não se acha o centro do universo, mas multiplica os ministérios no Reino como lembrou John Stott:
O conceito de pastor no Novo Testamento não é de uma pessoa que detém todo o ministério em suas mãos e, como bastante sucesso, esmaga todas as iniciativas leigas; mas o NT diz que o pastor é aquela pessoa que ajuda e encoraja o povo de Deus a descobrir, desenvolver e exercitar seus dons. Seus ensinamentos e treinamentos são direcionados para este objetivo: capacitar o povo de Deus a ser um povoo servil e, em um mundo de alienação e dor, ministrar ativamente, mas de forma humilde, de acordo com seus dons. Assim o pastor, em vez de monopolizar todo ministério, na verdade, multiplica esses ministérios. [1] 

O apóstolo Paulo seguia o modelo de Cristo. Escrevendo para a Igreja em Corinto ele diz: “Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos” (2 Coríntios 12.14). O apóstolo tinha uma grande preocupação que ninguém entendesse que ele via no ministério uma fonte de lucro e benefício pessoal. Ele mesmo lembrou: “Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus” (2 Coríntios 2.17 NVI).

2. Os principais ministérios cristãos

O Antigo Testamento conheceu diversos líderes como juízes, profetas, reis e sacerdotes. Em o Novo Testamento temos alguns ministérios que visam a edificação da Igreja, sendo eles os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (Leia Efésios 4.11-15).

2.1 Apóstolo

O ministério de apóstolo nada tem a ver com o Movimento Apostólico que se popularizou na década de 1980 com o pastor Charles Peter Wagner. Nas Sagradas Escrituras, a palavra apóstolo (do grego “apostolo”, enviado) se refere aos dozes escolhidos por Cristo (Lc 6.13; 9.10) e, mais genericamente, aos missionários cristãos do primeiro século (exemplo: Atos 14.4,14; 2 Coríntios 8.23; Filipenses 2.25). O apóstolo nos primeiros dias da igreja era um simples missionário. O apóstolo não era um líder denominacional que vivia no luxo enquanto prometia milagres. É até possível chamar alguém nos dias de hoje de apóstolo, mas não como uma cadeia hierárquica maior do que o ministério pastoral, como se o apóstolo fosse, digamos, um “chefe” de pastores. Na Bíblia, apóstolo é aquele enviado para uma missão, ou seja, são homens e mulheres que chamamos de missionários. Portanto, o ministério apostólico neopentecostal é um engano.

2.2 Profetas

Quando falamos em profetas (do grego “prophetes”, aquele que fala abertamente) normalmente pensamos em grandes personagens do Antigo Testamento como Jeremias, Malaquias e Isaías. Mas é importante lembrar que “a Lei e os Profetas profetizaram até João” (Lucas 16.16). Portanto, João Batista foi o último profeta na Antiga Aliança. Com a morte de Cristo e seu triunfo na ressurreição não temos a necessidade do ministério profético veterotestamentário. Os profetas em o Novo Testamento são aqueles que proclamam a Palavra relevada. A pregação vinda de um homem portador da dádiva profética prega com autoridade e ousadia. Portanto, nenhum profeta contemporâneo pode ser portador de uma “verdade nova” que teria sido esquecida de ser relevada nas Escrituras. O profeta já tem uma base revelacional: A Bíblia. Os profetas no Antigo Testamento foram usados para escrever as Escrituras, mas já os profetas na Nova Aliança são usados na transmissão dessas mesmas Escrituras. Não há profetas hoje como no Antigo Testamento, mas hoje temos “profetas” como proclamadores da Palavra.

2.3 Evangelista

A missão evangelística é dever de todo crente (Mateus 28. 19-20). Agora, alguns são chamados para o ministério como evangelista (do grego “evangelistes”, mensagem do bem). Ser evangelista não é um cargo prévio para ser pastor, mas sim um dom dado por Deus para que a Igreja tenha pessoas capacitadas no chamamento daqueles que estão perdidos. O evangelista é um ganhador de almas, eis a sua missão mais especial. O evangelista, ao contrário do pastor, é itinerante. Enquanto que o pastor é líder de uma igreja local, o evangelista corre por todo canto anunciando o Evangelho. Todos os cristãos devem evangelizar, mas ao evangelista tal incumbência é o seu maior prazer e responsabilidade.

2.4 Pastores e Doutores

No texto em grego de Efésios 4.11 as duas palavras estão relacionadas. O pastor precisa ser necessariamente um mestre. A principal missão de um pastor não é construir templos, levantar ofertas, cantar no coral ou recitar poemas... A principal missão do pastor é ensinar as Sagradas Escrituras. Todo o resto pode ser feito desde que o vocacionado para o ministério pastoral não esqueça sua missão primordial. Mas nem todo mestre é pastor, como lembrava o grande mestre e pastor John Stott: “Embora todo pastor deva ser um mestre, tendo o dom de ministrar a Palavra de Deus ao povo (seja na congregação , seja a grupos ou a indivíduos) mesmo assim, nem todo mestre cristão é também um pastor” [2]. O conselho de Paulo a Timóteo é muito vivo: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2 Timóteo 4.2). O pastor, também, deve ser exemplo de marido, pai e homem social (confira 1 Timóteo 3.1-7). Aliás, todo pastor deve ler atentamente as cartas de Paulo a Timóteo. Outros nomes para pastores em o Novo Testamento são: ancião, presbítero e bispo. Todos esses nomes são sinônimos para o termo “pastor”. Como resume Mark Driscoll:

Os presbíteros também são chamados de bispos (embora a Bíblia não utilize esse termo para designar oficiais denominacionais, como em inglês [e português]) que pastoreiam o rebanho (Atos 20.28; Efésisos 4.11; I Pedro 5.2). Em inglês [e também em português], presbíteros ou anciãos são tipicamente chamados de pastores. Isso pode ser confuso, pois, com a possível exceção de Efésios 4.11, a Bíblia não utiliza a palavra “pastor” para se referir a um cargo, mas sim para designar uma função. Um líder pastoreia o rebanho, mas não é chamado de pastor e sim de presbítero [ou ancião] ou bispo. Simplificando, esses vários termos são utilizados de forma alternada para se referir à mesma pessoa que ocupa o mesmo cargo, não diferentemente da forma como Jesus Cristo é citado ao longo do Novo Testamento por meio de diversos títulos, tais como Filho do Homem, Filho de Deus, Videira, Leão, Sumo Pastor e Cordeiro, os quais apontam todos para aspectos do seu papel como o cabeça da igreja. [2]

2.5 Diácono

Paulo não relacionou o diaconato com os demais ministérios de Efésios 4.11, mas todo o Novo Testamento mostra a importância dessa função. O diácono (do grego “diakonos”, criado) são pessoas escolhidas para o auxílio na assistência social e nas tarefas serviçais das quais uma igreja carece. Diácono não é enfeite de púlpito, mas uma pessoa importantíssima nas funções administrativas e sociais de uma congregação (cf. Atos 6.1-8 e 1 Timóteo 3.8-16). 


Apóstolo (Missionário) A Igreja fazendo missões
Profeta (Expoente das Escrituras) A Igreja proclamando a Palavra
Evangelista (Ganhador de Almas) A Igreja anunciando o Evangelho
Pastor A Igreja guiando na Palavra
Mestre (Doutores)  A Igreja discipulando nas Escrituras
Diácono A Igreja servindo a comunidade cristã e a sociedade em geral



3. O cargo não é dom


É importante lembrar que cargo não é dom ou ministério. É possível que alguém ganhe o cargo de diácono por amizade com a liderança de uma igreja, mas que seja desprovido do dom do diaconato. Os cargos são humanos, enquanto o dom é divino. Quantos não são pastores porque seus pais são chefes denominacionais? É o famoso nepotismo. Um homem que tem cargo de pastor e não possui o dom pastoral traz grandes sofrimentos para o rebanho. O que faz um pastor não é uma carteira especial, mas sim o chamado de Deus. Ainda assim, é importante que uma igreja ratifique o dom presente na vida de um vocacionado. Há muita gente com cargo e sem o dom e com o dom e sem o cargo. É bom quando associamos os dois para a edificação da igreja.

Quando o dom é encarado como mero cargo, logo a mentalidade “profissional” toma conta da igreja. O ministério não é profissão ou emprego. Não é hereditário e nem transferível. O pastor José Apolônio Silva escreveu: “Existe a chamada humana, esta é perigosa: 'Vem para nossa igreja, estamos precisado de obreiros e te consagraremos'. Como se o ministério fosse uma empresa secular” [4]

E John Piper completa [5]:

Nós, pastores, estamos sendo massacrados pela profissionalização do ministério pastoral. A mentalidade do profissional não é a mentalidade do profeta. Não é a mentalidade do escravo de Cristo. O profissionalismo não tem nada que ver com a essência e o cerne do ministério cristão. Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos em nosso rastro. Pois não existe a versão profissional do “tornar-se como criança” (Mt 18.3); não existe compassividade profissional (Ef 4.32); não existem anseios profissionais por Deus (Sl 42.1).

 4. As qualificações do ministério pastoral

O texto de 1 Timóteo 3. 1-7 é clássico para definir a qualificação de uma pessoa para o ministério pastoral. No texto há, pelo menos, quinze quesitos como: ser irrepreensível, cônjuge fiel, sóbrio, prudente, respeitável, hospitaleiro, apto para ensinar (intelectualmente, moralmente e didaticamente), moderado com a bebida, não violento, amável, pacífico e não avarento ou cobiçoso. Além disso, deve ter uma educação familiar exemplar e ser um ótimo marido. O ministério pastoral não pode aceitar novos na fé e nem crentes imaturos. Resumindo: o candidato ao ministério pastoral deve ter (e viver) uma boa reputação.

Conclusão

“Se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função”, assim disse Paulo, o experiente apóstolo. Seja qual for a função no Reino de Deus é necessário trabalhar baseado no dom de Deus.

Referências Bibliográficas:

[1] STOTT, John R. W. Cristianismo Autêntico. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. p 393.

[2] STOTT, John R. W. A Mensagem de Efésios. 1 ed. São Paulo: ABU Editora, 1986. p 118

[3] DRISCOLL, Mark e BRESHEARS, Gerry. Igreja Vintage: Questões Atemporais e Métodos Atuais. 1 ed. Niterói: Tempo de Colheita, 2012. p 63.

[4] SILVA, José Apolônio da. O Obreiro e seu Ministério. Bíblia Obreiro Aprovado. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. p 1445.

[5] PIPER, John. Irmãos, Nós Não Somos Profissionais. 1 ed. São Paulo: Shedd Publicações, 2009. p 15.

Bibliografia:

VINE, W. E.; UNGER, Merril F. e WHITE Jr., William. Dicionário Vine. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

BROWN, Colin e COENEN, Lothar. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. 2 ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000.

5 comentários:

tadeu disse...

A Paz do Senhor! Essa definição de profeta em o N.T encontra problemas. No texto diz assim: "Os profetas em o Novo Testamento são aqueles que proclamam a Palavra relevada".Todavia, NÃO existe nenhum texto apartir do livro de Atos, que ratifique esse conceito. Quem são os profetas em o N.T., aqueles de Efésios 4.11?? São aqueles que tem O DOM DE PROFECIA. O profeta do N.T não está atrelado ao ministério, não necessariamente; e existem VÁRIOS versículos que provam isso.

Gutierres Siqueira disse...

Tadeu,

Mesmo teólogos pentecostais clássicos concordam que a principal característica do profeta neotestamentário é o exercício da proclamação da Palavra. É aquele que prega com autoridade e, eventualmente, pode manifestar o dom de profecia.

O grego “prophetes” não faz diferença entre o ministério do AT e do NT, mas sabemos que tal diferença existe por toda revelação escriturística.

tadeu disse...

Observo que não é usado nenhum texto biblico para fundamentar a tese que "a principal característica do profeta neotestamentário é o exercício da proclamação da Palavra"; Todavia, respeito as opiniões. Por que digo que a principal característica do profeta neotestamentário é possuir o DOM DE PROFECIA(sendo do ministério ou não)?
1.Assim como no A.T.,os profetas do N.T. SÃO CHAMADOS e não ORDENADOS(veja At 11.27,28; 21.10)
2.As filhas de Filipe eram PROFETIZAS; por quê? porque proclamavam a Palavra? não!!!(veja At 21.9; 1Co 11.5). 3. A relação dos DONS EM Efésios 4.11 mescla ORDENADOS-APÓSTOLOS, EVANGELISTAS, PASTORES e CHAMADOS-PROFETAS E DOUTORES. 4.Todo o capítulo 14 de 1 Coríntios nos ensina que PROFETA É AQUELE QUE EXERCE O DOM, O DOM DE PROFECIA. O apóstolo Paulo chama de profeta AQUELES E SOMENTE AQUELES QUE EXERCEM O DOM DE PROFECIA independente do sexo, idade, do ministério ou não!!! 5.Reconheço que deve haver cautela nesse assunto. Não podemos ter medo de assim falar porque CREMOS nas Escrituras como infalível Palavra de Deus.Quem exerce o DOM DE PROFECIA pode ser chamado sim de profeta(1Co 14.29,32), mas esses são passíveis de julgamento, não devem ser procurados para "profetizar" como se fossem feiticeiros, devem respeitar o ministério, só falar o que Deus mandar. Obrigado!!!

Gutierres Siqueira disse...

Tadeu,

Eu não nego e nunca neguei que o Novo Testamento chama aquele que exerce do dom de profecia de profeta. Logo, o dom de profecia com a palavra "profeta" é uma ligação óbvia. E 1 Co 12-14 é exemplo disso.

Mas a questão é Efésios 4.11. Seria, por esse texto, o profeta somente aquele que profetiza? Ou estaríamos lidando com um ministério? Não entraria a divisão entre o "dom de profecia" e o "dom de profeta"? Não haveria uma pequena diferença entre "ministério" e "dom espiritual"?

Vejamos o sermão de Pedro (Atos 2.14-36). O versículo 14 diz que Pedro "levantou a sua voz, e disse-lhes" (epairó tēn phóné autou kai apephthenxato, no grego). É a mesma raiz verbal da expressão usada no versículo 4 do mesmo capítulo quando se refere que o Espírito Santo concedia que "falassem" (apophthengesthai, no grego).

Na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento, o verbo "falar" (apophtthengomai) é usado quando um profeta estava em atividade (exemplo: Ez 13.9; Mq 5.11 e Zc 10.2)

Pedro, portanto, estava profetizando ao mesmo tempo que pregava um sermão. Eis a raiz do ministério profético neotestamentário: é o proclamar a palavra com autoridade profética. Pedro simplesmente não levanta, fala uma profecia e depois fica quieto. Ele desenvolve um sermão longo e no meio desse mesmo sermão ele é usado em profecia.

Além disso, o substantivo "prophétés" de Efésios 4.11 pode ser traduzido, segundo a Concordância de Strong, como "profeta, poeta ou uma pessoa dotada na exposição da verdade divina".

Abraço!

tadeu disse...

Amém! Então as PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS do profeta neotestamentário SÃO: 1) AQUELES QUE EXERCEM O DOM DE PROFECIA(à luz de Atos dos apóstolos e 1Coríntios 14); 2)AQUELES QUE PROCLAMAM A PALAVRA(baseado nos princípio do A.T., e no contexto gramatical). 3)O profeta de Efésios 4.11 não é um ministério(ORDENADO)mas um DOM(CHAMADO). Por quê? Tem uma parte do texto que diz:"...PRA EDIFICAÇÃO DO CORPO DE CRISTO."Ora, Paulo disse que aquele que profetiza, o faz para "EDIFICAÇÃO, consolação e exortação".O que diferencia um profeta dos dons ministeriais É O EXERCÍCIO DO DOM DE PROFECIA. Em fim, TEMOS QUE ANALISAR O CONCEITO NEOTESTAMENTÁRIO DE PROFETA, porque se fizermos determinadas analogias com os profetas do A.T., vamos dizer que os profetas de hoje tem a mesma autoridade do VELHO, e isso seria um grande erro. Obrigado por ter lido meu texto.Deus continue te abençoando