sexta-feira, 22 de junho de 2012

Lição 13 - A formosa Jerusalém

[Obs: Subsídio preparado pela equipe de educação da CPAD]


O PARAÍSO RECUPERADO

Por David Jeremiah

Viajamos com João na máquina do tempo profético e, quando olhamos para trás, para as pessoas que conhecemos e lugares que vimos, poderíamos chamar nossa viagem de “Uma Jornada Incrível”.
Agora, chegamos ao fim de nossa jornada e nos será dada uma amostra da eternidade futura; um novo céu e uma nova terra serão criados. Embora seja difícil imaginar algo mais maravilhoso do que o céu para onde vamos após a morte, o céu eterno será ainda mais glorioso. A “princesinha” do paraíso será a Cidade Santa, a nova Jerusalém. 

João assistiu a tantas tragédias e triunfos que deve ter sido maravilhoso observar o fim da visão com resplendor. Ele escreveu:

E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe... E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis (Ap 21.1,5).

Parece estranho que o novo céu e nova terra não tenham mar. Considerando que três quartos do globo estão debaixo d’água, esse novo mundo certamente será diferente. Sabemos que os oceanos separam as pessoas; talvez a possibilidade de haver um continente unificado seja a razão de não existirem mais grandes massas de águas. João conhecia a solidão do isolamento da ilha de Patmos e esteve separado de seus amigos e do ministério eclesiástico no continente pelo mar Egeu. 

A nova terra será cheia de justiça (2 Pe 3.13). Não haverá nada para arruinar o relacionamento com Jesus e com as outras pessoas. Os pensamentos e ações que dominam nossa existência no planeta Terra já não existirão ― nem inveja, ira, engano, homicídio, fornicação, imundície, pobreza ou poluição. Se isso parece agradável, espere até descobrir o que haverá ali. 

Sentiremos saudade de nossa “vida antiga”? De jeito nenhum. O profeta Isaías escreveu: “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17).
Não haverá morte ou pranto. O céu descrito nas canções ou pintado pelos artistas da Renascença é apenas um microcosmo de como será o céu real. O Senhor, que criou essa linda terra que temos hoje, reserva algumas surpresas para nós, tenho certeza.

O QUE ACONTECERÁ COM O VELHO CÉU E A VELHA TERRA?

A seguir, uma descrição do fim desse mundo presente que nos foi dada pelo apóstolo Pedro. Disse ele:

Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? (2 Pe 30.10-12)

Creio que as palavras de Pedro não significam aniquilação total da velha terra e céu, mas uma recriação deles. 

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a palavra “novo” significa frescor ou renovação. É como pegar um prédio velho e remodelá-lo. Um estudioso [R. C. H. Lenski] disse o seguinte: “A renovação do céu e da terra será como a nossa própria renovação. Seremos as mesmas pessoas e teremos o mesmo corpo e a mesma alma que temos agora; só que renovados... O mesmo acontecerá com o novo céu e a nova terra”.
O Apocalipse revela apenas o que devemos saber por ora. Há alguns mistérios que Deus nos permitirá conhecer somente quando chegarmos ao Paraíso; deve ser por este motivo que temos tão poucas descrições do nosso lar eterno. Ele descreveu, porém, a nova Jerusalém, o centro do universo e a capital de onde Jesus reinará.

Texto extraído da obra “Antes Que a Noite Venha: A Mensagem de Esperança em Tempos de Crise”, editada pela CPAD.

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