terça-feira, 25 de setembro de 2012

A islamofobia de Dilma Rousseff

Foto: Band
Por Gutierres Fernandes Siqueira

Na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) a presidente brasileira Dilma Rousseff falou uma grande bobagem. Mas, é claro, que o pensamento da nossa presidente não é original. Eu já ouvi essa mesma bobagem de teólogos cristãos que odeiam o cristianismo! Freud explica?

Ora, no discurso a presidente Rousseff falou:



Ainda como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais. O Brasil é um dos protagonistas da iniciativa generosa “Aliança de Civilizações”, convocada originalmente pelo governo turco. [...] Com a mesma veemência, senhor Presidente, repudiamos também os atos de terrorismo que vitimaram diplomatas americanos na Líbia.

Se eu entendi bem a nossa presidente comparou terroristas que mataram diplomatas com supostos “islamofóbicos” ocidentais. É o mesmo raciocínio torto de quem acusa a estuprada pelo estupro, pois a vítima “provocou” o molestador com sua "sensualidade". Ora, quer dizer que fazer um filme falando algumas coisas “ofensivas” sobre Maomé é a mesma coisa que explodir uma embaixada e matar vários diplomatas? Só faltou dizer que eles mereceram...

Bom, que eu saiba é possível ser muçulmano em todos as democracias ocidentais sem nenhum medo, pois em todos esses lugares existe a garantia da liberdade de expressão. Quanta islamofobia, meu Deus!

Ora, por que a nossa presidente não mencionou a cristofobia e o antissemitismo no mundo islâmico? O Paquistão, por exemplo, aplica com gosto a lei da blasfêmia e ninguém fala nada.  Além disso, é impossível ser cristão, judeu ou budista na Arábia Saudita. Na maioria esmagadora dos países islâmicos é crime converter um nativo muçulmano para outra religião. Cadê os protestos?

E ainda falam em islamofobia?

Ainda sonho que um presidente brasileiro lide com os fatos e não com ideologias.


Leia mais:

Seria o “fundamentalismo cristão” tão perigoso quanto o “fundamentalismo islâmico”?

Cristofobia (Ayaan Hirsi Ali na Revista Época)

2 comentários:

jurandir alves disse...

caro Gutierres...

Este discurso parece uma mistura de agua com sabao. O Brasil sempre primou pelo discurso da neutralidade. A primeira dama (?)do pais, mostrou que gosta de marketing, e fez seu marketing religioso, mesmo nao crendo em nada, pura media com assunto do momento.
abcs

Márcio Cruz disse...

Mental e Intelectualmente, qual a diferença entre Lula e Dilma?

Trocaram seis por meia dúzia!!!

#fato