sábado, 22 de setembro de 2012

Assembleianos, uni-vos contra a transformação da denominação em um grande comitê eleitoral!




Russomano na AD em Santo Amaro.
Foto: Marcelo Mora/G1
Por Gutierres Fernandes Siqueira


Na cidade de São Paulo a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, a maior denominação protestante do país, virou um gigantesco comitê eleitoral. Vejamos:

Ministério Santo Amaro. Esse ramo da denominação tem a meta de eleger o candidato Celso Russomano (PRB). O pastor local chegou a colocar uma meta: 100 votos para cada pastor. A Igreja em Santo Amaro, bairro da zona sul, é independente, ou seja, não coligada às convenções nacionais. 

José Serra em evento no Belenzinho.
Foto: Blog do pastor José Wellington
Ministério Belém. O maior ministério assembleiano da cidade tem a meta de eleger o candidato José Serra (PSDB). Serra palestrou na última Escola Bíblica de Obreiros, tradicional evento da igreja paulistana, onde recebeu apoio do pastor José Wellington Bezerra da Costa. A Assembleia de Deus no Belém, bairro da zona leste paulistana, é o principal ministério da maior convenção assembleiana, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). A CGADB também é presidida pelo pastor Bezerra da Costa. 

Chalita com Ferreira.
 Foto: Campanha do PMDB
Ministério Brás. O pastor Samuel Ferreira declarou apoio ao candidato Gabriel Chalita (PMDB). No último domingo o vice-presidente da República Michel Temer esteve no culto daquela igreja para ouvir mais do apoio ao seu candidato em São Paulo. O Ministério do Brás faz parte da segunda maior convenção nacional, a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil de Madureira (CONAMAD).

O candidato Fernando Haddad (PT) bem que tentou, mas não conseguiu apoio dos principais ministérios assembleianos. Os apoios já estavam fechados. Na última eleição presidencial a então candidata petista Dilma Rousseff conseguiu apoio da CONAMAD, assim como a CGADB apoiou o tucano José Serra.
Haddad comunga em missa carismática,
mas ficou sem apoio das ADs principais. Foto: Ecclesia Una.

Não importa o candidato para qual você depositará o seu voto, mas o que devemos rejeitar com ênfase é a transformação da nossa denominação em um grande comitê eleitoral. Mesmo que o seu ministério apoie o seu candidato, por favor, não aceite a imoralidade dessas igrejas e de seus respectivos pastores. Eu já escolhi o meu candidato, mas o apoio recebido pela igreja que congrego é um ponto bem negativo para ele.

5 comentários:

Mario Sérgio disse...

Dos tímidos apoios aos candidatos "amigos" do evangelho, ao lançamento de candidaturas oficiais em meados dos anos 80, observamos agora a uma banalização, um despudor sem limites das nossas lideranças. Qual objetivo? Todos é claro afirmam querer o melhor para o povo de Deus...

Moyses Godoi disse...

atreguHá tempos que digo, se cercar vira hospício, se cobrir vira circo!

Como não podia deixar de ser em tempos de eleição vira comitê!

A ganância dos líderes é tanta que para usufruir de benfícios aliam-se com as trevas como se abraçassem Deus!

Pedro paulo disse...

Cadê o chicote de Jesus nessa hora?

Anônimo disse...

Em véspera de eleições,até comunista vai à missa e comunga.
E não é coisa do outro mundo,porque até mesmo o Diabo crê em Deus e treme.Portanto,os líderes da Assembléia estão interessados é no seu "feudo".

José Nascimento

Daladier Lima disse...

Registre-se, prezado Gutierres, que tais apoios fere a Lei 9.504/97, que proíbe a ventilação de nomes de candidatos em reuniões religiosas, entre outras. A razão é simples: ausência de isonomia!