terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O pentecostalismo ainda é o mesmo?

O "fogo" do montanismo apagou sobre o descuido doutrinário.
Por Gutierres Fernandes Siqueira

É impressão minha ou a pregação sobre batismo no Espírito Santo e dons espirituais é cada vez mais rara nas igrejas pentecostais? Bem que, na escala de urgência, a pregação sobre Cristo e a sua cruz é também raríssima e mais dramática em sua necessidade primordial. Sim, eu sei, todo tipo de pregação que não seja a “autoajuda vulgar” anda em baixa nos púlpitos pentecostais, mas, não deixa de ser interessante (e espantoso) que o pentecostalismo perca a sua principal referência doutrinária nos sermões.

Não sei se é exagero, mas talvez já vivamos uma era pós-pentecostal. Não confunda essa afirmação com o neopentecostalismo, mesmo que exista uma ligação íntima entre os dois fenômenos. A era pós-pentecostal é a era das pregações sensacionalistas do passado, mas recheados de uma tônica centralizada no homem. É diferente daquela emoção produzida pela crença que o crente era um agente do Espírito Santo capacitado com poder para testemunho do Evangelho. A emoção de hoje é ver Deus como um agente serviçal e vassalo.

O “cristianismo” contemporâneo em suas versões televisivas e festivas (neopentecostalismo) e em sua versão erudita e culta (liberalismo) rebaixou Deus ao homem de uma forma mais eficaz do que sonhavam aqueles mais fanáticos céticos no Iluminismo francês. É um "deus" pós-divino, mas como um grande mestre neutro e distribuidor de presentes.

A era pós-pentecostal não é tradicional ou cessacionista, mas simplesmente ignorante sobre a sua própria doutrina. É emocionalista, mas com uma emoção canalizada na mensagem agradável aos ouvidos. O pós-pentecostalismo é ainda parecido com o antigo em termos de “anarquia litúrgica”, mas sem referência no dogma. É a era do pentecostalismo abraçado ao pós-modernismo. Sem firmeza doutrinária não há movimento que sobreviva muito tempo.

10 comentários:

Anderson Cruz disse...

Paz do Senhor Jesus Cristo,

Bom, a definição do Pentecostalismo é a mesma...aliás o Pentecostalismo no papel, na letra, teoricamente é "coisa linda de Deus", hehe. Porém não é o que vemos na prática, fico imaginando se nós pentecostais vivêssemos o que lemos, quem ler né.
Vejo algo que tem mudado o pentecostalismo e é o interesse pela EBD, o número de pessoas que preza pela Escola Dominical só cai, foi na EBD que muitas dúvidas foram esclarecidas e pensamentos errôneos acerca do Pentecostalismo foram sanados.
Mas, existem bons ministros do Evangelho na AD, que pregam sobre dons espirituais, batismo com o Espírito Santo e o que não pode faltar Frutos do Espírito, esses ministros não aparecem no GMUH, e mega-congressos, são pouco prestigiados, mas não se curvam ao pós-pentecostalismo e o sensacionalismo.

Danilo Ribeiro disse...

- Paz irmão - gutierrez - tenho também esta impressão - nos púlpitos pentecostais - nos ouvimos mais (não podemos generalizar) pregações sobre o Batismo com Espirito Santo e sobre os dons Espirituais - que Deus desperte os pregadores para disser estas verdades Bíblicas .
Deus continue te abençoando
Paz

Danilo Ribeiro disse...

- Paz irmão - gutierrez - tenho também esta impressão - nos púlpitos pentecostais - nos ouvimos mais (não podemos generalizar) pregações sobre o Batismo com Espirito Santo e sobre os dons Espirituais - que Deus desperte os pregadores para disser estas verdades Bíblicas .
Deus continue te abençoando
Paz

Adeilton disse...

Gutierres,

Infelizmente o pentecostalismo está se definhando e perdendo a moral. Aqui mesmo onde moro, numa cidade pequena do interior, com menos de 50 mil habitantes, a AD só tem causado escândalo, pastores sendo acusados de prostituição, já foram dois pastores sucessivamente acusados de adulterio, eles são removidos, mas vem outro pior.
Então Gutierres, além de doutrinariamente serem deficientes, moralmente está sendo a mesma coisa.
Uma coisa leva a outra, eu só posso realmente amar, aquilo que conheço.
Não podemos jamais separar doutrina e vida,essas duas coisas tem que andar juntas,se faltarem uma das duas, o cristianismo se torna aleijado.

Anônimo disse...

Domingo, dia 25/11 preguei uma mensagem em nossa congregação baseada em At 1.4-11.
Estaria falando sobre:
1 O Batismo no Espírito Santo
2 A plenitude espiritual e a obra missionária
3 O ministério dos anjos
4 A volta de Jesus

Meu objetivo era enfatizar estas doutrinas bíblicas e levar a igreja a crer e vivenciar estas verdades bíblicas.
Comecei pregar às 20:25 e às 21:10 eu ainda ministrava sobre o batismo no Espírito Santo!! A igreja foi envolvida pelo poder de Deus. E afirmei na mensagem: "Eu temo que as próximas gerações de pentecostais não saibam mais o que é batismo com Espírito Santo, pois por incrível que pareça, pouco se tem pregado sobre esta doutrina." Muitos até pronunciam a expressão Batismo no Espírito Santo, mas quase não se prega ou ensina sobre o tema. A nossa bandeira é a do Calvário, mas trazemos sim, a tocha acesa do cenáculo.
Sejamos pentecostais não só de nome, mas de experiências com Deus.

Andre Sena Pereira disse...

O avivamento que produziu o movimento pentecotal nunca acabará. Bem como o periódico avivamento que DEUS faz acontecer sobre o Seu povo, a redescoberta dos dons e do batismo com o Espírito de DEUS é parte do plano divino. A igreja pentecostal, como já disse num comentário de outro post, bebe da fonte neo(pseudo)pentecostal - que pra mim faz parte do período pós-pentecostal.

Anônimo disse...

Olá,
Li seu ponto de vista e tive que concordar, apesar de ser uma dura verdade.
Acredito que o hendonismo tem sido a mais eficaz ferramenta para fazer o cristão se afastar, cada vez mais, do Deus verdadeiro e consequentemente da presença do Espírito Santo.
Acho que os crentes têm medo de serem novamente estigmatizados pela sociedade, como acontecia há alguns anos atrás. Por isso, preferem ter suas práticas "aprovadas" pela "conduta" ditada por uma sociedade que desde os tempos antigos via a manifestação do Espírito Santo como algo estranho, tão estranho que pareciam estar "bebados". Acho que os pentecostais estão com medo/receio de serem tidos como "estranhos". E o preço que se paga é uma vida espiritual morna e sem a comunhão verdadeira com Deus, além das brechas para novas distorções da palavra de Deus e propagação de religiões e religiosidades.

Pedro paulo disse...

Sei como é isso irmão Guttierres, faço parte de uma igreja que se diz pentecostal mas ninguem fala linguas, ninguém profetiza, não tem revelações, parece mais uma igreja tradicional liberal. Tô pensando em voltar ao seio assembleiano (que pelo menos aqui em PE ainda prega muito sobre o batismo e os dons). Paz

Anônimo disse...

Gutierres, não creio que estejamos em uma era pós-pentecostal. Penso que há um estado de confusão no pentecostalismo devido as ideias heréticas do neopentecostalismo infiltradas ou mesmo adotadas sem um mínimo critério bíblico. O hedonismo e relativismo andam de braços dados nas igrejas pentecostais. Por isso os púlpitos pentecostais hoje parecem um mercado da fé. Grande parte dos pentecostais pertencem a parte mais inferior da pirâmide social, por conseguinte a leitura e interpretação da Bíblia é algo um pouco mais difícil nesse meio e, infelizmente, tem se tornado cada dia mais raro alguém ler de forma contínua a Palavra do Senhor. Assim, são presas fáceis de lobos com vestes de ovelhas. A doutrina pentecostal nunca passará. Ela é bíblica e um fundamento da fé cristã. Foi do desejo do Senhor que seus discípulos sejam crentes revestidos do poder do E. Santo a fim de testemunhar a respeito de Cristo, que apresentem dons do E. Santo para a edificação do corpo da Igreja, assim como o fruto do E. Santo. Esta é a vontade de Cristo e não poderá passar (ser pós).
Creio que o Senhor conduz a Sua Igreja e saberá fazer com que ela se afine com o que Ele escolheu para ela. Por outro lado, também temos um parte a cumprir, cooperando com Cristo na rejeição das heresias, ensinando a pura Palavra do Senhor e ajudando os mais fracos na fé.

Anônimo disse...

Gutierres, não creio que estejamos em uma era pós-pentecostal. Penso que há um estado de confusão no pentecostalismo devido as ideias heréticas do neopentecostalismo infiltradas ou mesmo adotadas sem um mínimo critério bíblico. O hedonismo e relativismo andam de braços dados nas igrejas pentecostais. Por isso, os púlpitos pentecostais hoje parecem um mercado da fé. Grande parte dos pentecostais pertence a parte mais inferior da pirâmide social, por conseguinte a leitura e interpretação da Bíblia é algo um pouco mais difícil nesse meio e, infelizmente, tem se tornado cada dia mais raro alguém ler de forma contínua a Palavra do Senhor. Assim, são presas fáceis de lobos com vestes de ovelhas. A doutrina pentecostal nunca passará. Ela é bíblica e um fundamento da fé cristã. Foi do desejo do Senhor que seus discípulos sejam crentes revestidos do poder do E. Santo a fim de testemunhar a respeito de Cristo, que apresentem dons do E. Santo para a edificação da Igreja, assim como o fruto do E. Santo. Esta é a vontade de Cristo e não poderá passar (ser pós).
Creio que o Senhor conduz a Sua Igreja e saberá fazer com que ela se afine com o que Ele escolheu para ela. Por outro lado, também temos um parte a cumprir, cooperando com Cristo na rejeição das heresias, ensinando a pura Palavra do Senhor e ajudando os mais fracos na fé.