domingo, 20 de janeiro de 2013

Alguns fatos sobre a matéria da Forbes!

Olha a alegria!
Por Gutierres Siqueira

1. Como um pastor que nunca exerceu nenhuma atividade - além do ministério pastoral- pode ficar milionário?

2. Um dos pastores citados disse que vai protestar a revista, pois essa contabilizou as empresas que ele fundou como parte de sua riqueza. Ora, por acaso a empresa é de capital aberto e ele é acionista minoritário? Que eu saiba são firmas de capital fechado com gestão familiar. Ora, se não são dele, então de quem é?

3. Se as empresas compradas são das igrejas que esses pastores pertencem, então porque a gestão dessas empresas são tão próximas da liderança e de sua família? Por que elas não são geridas por conselhos rotativos?

4. A revista começa a matéria afirmando que a religião sempre foi um bom negócio. Certamente é um exagero, mas não uma mentira. Para esses e outros nomes a religião é um ótimo negócio, logo porque o Evangelho quando verdadeiramente pregado não visa lucros. Paulo disse: “Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus” [2 Coríntios 2.17 NVI]. E Pedro complementou: “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” [2 Pedro 2.3 ARF].

5. Ser rico não é pecado, mas ficar rico com dinheiro de ofertas é um grande pecado.

6. O pastor é digno de seu salário [cf. Lucas 10.7 e 1 Timóteo 5.18].  Agora, a riqueza está longe do mero sustento. E nunca nos esqueçamos da abordagem de Paulo em Coríntios, pois ele renunciou esse direito: “Se outros têm direito de ser sustentados por vocês, não o temos nós ainda mais? Mas nós nunca usamos desse direito. Pelo contrário, suportamos tudo para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo.” [1 Coríntios 9.12 NVI]. E complementa: “Mas eu não tenho usado de nenhum desses direitos” [1 Coríntios 9.15 NVI]. Paulo não queria ser visto como alguém que pregava por mera obrigação e recompensa financeira, por isso ele renunciou a um direito legítimo. Portanto, se você pode servir a igreja sem receber nada dela considere isso um grande privilégio.

7. A oferta em o Novo Testamento visa EM PRIMEIRO LUGAR a sustentação dos necessitados [cf. 2 Coríntios 8 e 9]. 


8. Como não ficar com vergonha de ser evangélico com uma matéria que fala sobre esses fatos? Graças a Deus, não precisamos ter vergonha do Evangelho. Você imagina algum profeta ou apóstolo nessas listas de ricos?

É isso.

14 comentários:

Márcio Cruz disse...

Nobre Gutierres!!

"Ser rico não é pecado, mas ficar rico com dinheiro de ofertas é um grande pecado".

Excelente e sóbrio texto!!

D'us te abençoe, irmão!!!

luciano milan disse...

Paz de cristo gutierres, realmente essa é uma situação que tem crescido no brasil. Principalmente com a liderança que a revista citou, pois usam dinheiro da igreja para bancar certos programas em que o pecado é visível, sem contar que estão fazendo concorrência desleal ao usar recursos que pertence a igreja para aplicar em progamações a fim de ganharem na audiência, um absurdooooooooooo!

Marcia Moreira disse...

Acho que o Malafaia queria estar no topo da lista. Por isso reclamou tanto. Kkkkkk.

Denilson Roberto Sales disse...

QUE TEXTO INSPIRADO PELO ESPIRITO SANTO !!! QUANTA SABEDORIA !!! DIRETO, OBJETIVO NÃO DEIXA ESPAÇO PARA ARGUMENTAÇÕES!!! CONCORDO EM : GENERO,NUMERO E GRAU. ELES DISTORCEM A BIBLIA PARA TIRAR VANTAGEM EM SEUS INTERESSES MESQUINHOS , PORÉM A PALAVRA É UMA ESPADA DE DOIS GUMES E PRO LADO DELES ELA CORTA MAIS PROFUNDO!!!!!

Mario Sérgio disse...

Aparecendo ou não na lista da Forbes, é um deboche a ostentação de riqueza desses senhores, os quais apelam sempre para as ofertas e dízimos de pessoas trabalhadoras e assalariadas com o propósito de manter esse padrão de vida milionário. Alguns, "estrelam" programas de TV, exibindo um luxo que na verdade esconde essa exploração ávida por recursos alheios. Outros, quando demonstrado que possuem grandes propriedades, vão ao púlpito e a televisão se fazer de "coitado" ou "perseguido".

Luiz Henrique caracas disse...

olá Amado irmão,sou o Luiz Henrique, sirvo na AD-Belém de Ilhéus - BA.
quero parabenizá-lo pelo seu blog, gosto muito dos seus posts, sempre leio, mas dessa vez eu discordo do prezado irmão (não que isso tenha grande relevância).
É necessário tomar cuidado com matérias de revistas que fazem alarmes e citam que suas fontes teriam sido coletadas de outras revistas, isso não é informação precisa e a matéria é altamente tendenciosa.
Não há motivos justificáveis, para pegarmos "ganchos" em tudo para sempre criticar, só pra não perder o costume.
Quando não temos certeza sobre os fatos, é mais saudável não fazer críticas baseando-se em matérias de revistas, devemos sim defender a nossa fé, criticar, mas nunca ter vergonha por "ser evangélicos", cada um dará conta dos seus erros a Deus não é?
Que Deus continue te abençoando.

Videira disse...

Após a morte dos apóstolos da igreja primitiva a vocação pastoral foi deturpada por alguns que movidos pela cobiça fizeram da igreja um meio de retirar dinheiro dos crentes em nome de Deus, porém tudo o que queriam era enriquecerem. Lembrem-se que nas cartas pastorais e gerais (Novo Testamento) não ficamos sem avisos a respeito de nos acautelar desses filhos do Diabo. A advertência é para hoje também. O que podemos fazer é ensinar, orientar. admoestar irmãos e irmãs a não se deixarem levar por esses que pregam o evangelho que não é de Cristo. Se não fizermos isso nos tornamos cúmplices do pecado desses filhos do Diabo. E Deus cobrará de nós não termos levantado nossas vozes para ensinar o caminho reto quando sabíamos que uma multidão caminhava para o engano, porém preferimos ficar indiferentes, omissos e fazer de conta que "não é bem assim".

Ivair José Lehm disse...

simplesmente fantástica a postagem...e se a gente notar ou melhor prestar atenção esses mercenarios usam e abusam do dinheiro da igreja, basta ver a mudança no visual deles na tv...plasticas, implantes dentarios, capilares, redução de estomago e por aí vai...e dizem serem servos da igreja.....

Em Cristo
Ivair J Lehm (o pecador)

Wesley disse...

Caro Gutierres,
Segue-se abaixo, uma refutação de 8 pontos citados no seu post, obviamente quero me referir apenas ao pastor Silas Malafaia :
1. O pastor Silas abriu e fechou empresas cujo objetivo, era dar suporte financeiro ao seu ministério, a Editora Central Gospel é o maior exemplo disso, logo , se a empresa for bem gerida administrativamente, seu proprietário pode ficar rico e eu não vejo nenhum problema nisso. Obs. “ O Pr Silas não recebe salário da igreja. Não que isso seja errado, simplesmente pq não precisa”.
2. No que se refere ao Silas, a editora é dele, foi ele que afirmou isso, basta ler o desmentido, a associação e a Assembléia de Deus Vitória em Cristo certamente não são propriedade de uma pessoa, se vc Gutierres acha isso, é pura desinformação, ou vontade de criticar mesmo.
3. Simples questão de confiança. Acontece com mais freqüência do que vc imagina. Seja em instituições públicas, (nepotismo) ou privadas. Por exemplo, a diretora executiva da Central Gospel (Elba de Alencar) é cunhada do Silas, mas vc sabe a história ? Quando o Silas começou ele abriu um escritório na casa dela, ela acreditou no projeto e deu no que deu. Pessoas como vc Gutierres só enxerga onde o indivíduo chegou, mas o caminho percorrido não tem muita importância.
4. Pra muitos pode ser que seja um negócio, entretanto não acredito que seja para o Pr Silas, não existe incompatibilidade em ser Pastor e ser um empresário bem sucedido, o evangelho certamente não visa lucros, mas as empresas privadas sim, essa é a maior razão delas existirem, ou vc acha que quando se compra um livro de qualquer editora, “vc deve ter muitos” paga-se apenas o preço de custo ? Obviamente não, alguém ta lucrando, um ímpio pode lucrar pq o pastor não pode ?.
5. Outra grande bobagem dita por pura falta de conhecimento, ou por vocação para crítica mesmo. Gutierres meu amigo, sou Cristão Batista, meu pastor é bastante prospero, logicamente o salário que ele recebe da igreja não é o único componente de sua renda total, será que posso afirmar que ele é rico por causa das ofertas ? No caso do Silas ele nem salário tem.
6. Se enriquecimento fosse produto das ofertas, eu assinaria em baixo, mas não é o caso, até por que eu bem sei o destino das ofertas que eu mesmo dou ao ministério do Pr Silas, pra fazer os investimentos que ele faz, não sobra muito pra se enriquecer, pode ter certeza.
7. Quanto a sustentação dos necessitados eu digo o seguinte: Projetos sociais de recuperação de drogados, escolas em presídios, cursos de capacitação profissional, ajuda a desabrigados por questões de ordem econômica e social ou por fenômenos da natureza, como enchentes desabamentos e etc... Acho que isso cumpre o que se pede em 2Co 8,9.
8. Certamente eu não tenho vergonha do evangelho, eu tenho vergonha mesmo é de pessoas que pouco fazem pela causa e que se dizem cristãos, os famigerados apologétas de plantão que são veementes em suas críticas e apontamentos mas que não demonstram nem um pingo de amor pelo próximo, são vorazes e persuasivos, porém sem nenhuma capacidade de aglutinação, dividem muito mais do que unem, enxergam erros teológicos em tudo e em todos, entretanto são desprovidos de auto-crítica, é como diz a palavra “ Engolem camelos e se engasgam com mosquitos” Destes eu tenho vergonha.

QUE DEUS ABENÇOE VC GUTIERRES, E QUE VC USE ESSE BELO INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO COM MAIS SABEDORIA.

jurandir alves disse...

Caro Gutierres....

Concordo com o seu pensamento. Falar de enrriquecimnento pastoral da uma tese. Acredito que tornar-se um ministro de Deus, tem um peso consideravel quanto ao exemplo pessoal. Ser organizado e bem sucedido nao desqualificam ninguem, mas os meios e a ostentacao precisam sim, ser corrigidos. Tocaste my brother, num assunto "venal" no sentido pleno da palavra. Levaria um choque, se os citados viessem a publico desmentindo com acoes concretas o estilo de vida garboso que levam. abcs

carlos disse...

tem que mandar este post pelo menos pro Malafaia,será que ele Lê?

Alberto Couto Filho disse...

Abençoamado,
Paz

Ah! Esta minha EMEfobia parcil!
Malafaia, Murdock, Morris, Miles...
acho que vou vomitar.
Excelente explanação.
Seu conservo

Gutierres Siqueira disse...

Caro Wesley,

Na ânsia de defender o Silas Malafaia parece que você esqueceu que a matéria menciona outros três “pastores”.

01. Há naquela lista gente que ficou rico SOMENTE com oferta e salários de suas igrejas. Isso é pecado.

02. Saiba que este blog não é um anti-Malafaia. O texto gira em torno de todos esses pastores. É evidente que uma crítica não aplice a todos.

03. Não há problema que uma editora ou gravadora tenha lucros. Agora, é problemático que uma editora, gravadora ou qualquer outra empresa religiosa dependa (pelo menos em seu início) de ofertas de uma igreja e, depois, se torne uma empresa familiar. Ora, por que o início é coletivo e, depois, com o crescimento a empresa, passa a ter dono? Ora, para que eu possa dizer que sou dono de uma empresa, logo o “capital inicial” deve ser meu (herança, poupança, empréstimos, financiamentos etc.).

04. Se uma empresa nasce com ofertas de uma igreja, logo tal empresa deveria ser uma S.A. Tal empresa deveria ser gerida por um conselho rotativo, eleito e, claro, com competência técnica para gerir lucros e qualidade. É uma questão de ética. Bom, mas se o capital inicial fosse meu, logo eu poderia colocar ali quem eu quisesse. É fácil montar um império sem riscos e com capital alheio.

05. Um pastor pode ser um empresário? Sim, é claro que pode. O problema é quando as coisas “se misturam”. Ora, se eu sou empresário-pastor eu preciso gerir minha empresa como qualquer outro empresário-não pastor. Eu devo investir o MEU CAPITAL. Eu devo assumir os MEUS RISCOS.

Wesley disse...

Não Gutierres, não me esqueci dos demais "pastores", o que ocorre é que pra elogiar ou criticar alguém, eu primeiro tenho que conhecer, bem diferente de muita gente por ai sabe. Não faço a defesa apenas pra contraditar vc ou uma crítica pela crítica simplesmente, faço com convicção e por assim acreditar, se alguém me provar o contrário, também não tenho problema em mudar de opinião. O que não faço é comer pela mão dos outros e nesse caso específico vc se alimentou de uma fonte (Forbes) que obteve informações errôneas de modo irregular.