sábado, 2 de março de 2013

Quais são as grandes lições no episódio da Transfiguração? [Mateus 17. 1-8]


Subsídio preparado para a Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Jardim das Pedras (São Paulo, SP).

Por Gutierres Siqueira


1. A Glória de Cristo é manifesta. Não é o brilho de Moisés ou Elias, mas o explendor do próprio Cristo. No versículo 8 lemos que os discípulos prostaram-se e, ao levantarem os rostos, viram “senão a Jesus”. Carson comenta: “Comparada com a revelação de Deus por intermédio de Jesus, todas as outras revelações esmaecem” [Carson, 2010, p 453]
2. A divindade de Cristo é evidenciada.
3. Cristo se põe entre a Antiga e Nova.
4. Moisés representa a Lei enquanto Elias representa os Profetas, ou seja, ambos representaram a Antiga Aliança. Moisés era um "tipo" de Cristo (leia Dt. 18.15), enquanto Elias era, também, uma indicação escatológica (leia Ml 4.5,6 e Lc 1.17).
5. Uma semana após Pedro afirmar que Jesus era o Messias ( Mt. 16. 13-20) e Jesus predizer a sua morte (Mt. 16 .21- 28), Cristo revela a Sua glória pela transfiguração. Portanto, “a divindade de Jesus está relacionada com a cruz; é somente nesta relação que conhecemos Jesus devidamente” [Ratzinger, 2007, p 261].
6. A transfiguração ocorre durante a Festa dos Tabernáculos, ou seja, a festa da colheita que ocorria no final do Outono. “Os grandes acontecimentos da vida de Jesus estão em íntima relação com o calendário das festas judaicas; são, por assim dizer, acontecimentos litúrgicos, nos quais a liturgia, com as suas recordações e esperanças, se torna realidade, se torna vida, a qual conduz de novo à liturgia e a partir de novo  se torna vida” [Ratzinger, 2007, p 262].  
7. A transfiguração, portanto, confirma a messianidade de Cristo.
8. Pedro propõe a Cristo a construção de três tabernáculos (v.4), mas Lucas escreve que o apóstolo apressado falava daquilo “que não sabia” (Lc 9.33). D. A. Carson escreve: “Só houve repreensão porque o que Pedro fala sem pensar comprometia a singularidade de Jesus. Jesus foi transfigurado; eles devem testemunhar a respeito dele (v.5)”. [Carson, 2010, 452]


Referências Bibliográficas:

CARSON, Donald A. O Comentário de Mateus. 1 ed. São Paulo: Shedd Publicações, 2010. pp 449- 454.

RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: do Batismo no Jordão à Transfiguração. 1 ed. São Paulo: Editora Planeta, 2007. pp 260-270.

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