sábado, 4 de outubro de 2014

Eleições e o cristão evangélico

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Amanhã é um dia importante. Ore pelo Brasil. Nós, como Igreja do Senhor, devemos votar com sabedoria.

  1. O voto de cajado deve ser repudiado e repreendido. Não vote em alguém só porque o seu pastor indicou como o “escolhido da igreja”. Aliás, se esse pastor indicou algum candidato durante um culto logo cometeu crime.
  2. Não aceite a ideia que "irmão vota em irmão". Irmão vota em gente competente, mesmo sendo não-cristã.
  3. Os deputados, senadores, governadores e presidentes são servidores do Estado.  Não encare esses homens e mulheres como monarcas a quem devemos reverência e obediência. Os governantes são servidores da nação e não o contrário.
  4. Não vote em alguém “para ajudá-lo”. Política não deve ser vista como “meio de vida”.
  5. Não vote em alguém acreditando que o mesmo “salvará” o Brasil. A nossa confiança, como Igreja, é unicamente em Nosso Senhor Jesus Cristo. O cristão é necessariamente antiutópico. Não existe solução mágica e nem salvadores da pátria.
  6. E, também, precisamos evitar a sustentação de legendas e políticos que sonham com uma sociedade sem religião. Há diversos partidos, especialmente de extrema-esquerda, que levantam bandeiras anticristãs sob a desculpa do Estado laico. Não vote em políticos que confundem laicidade com laicismo. Qual a diferença? "De modo bastante sucinto, a laicidade é característica dos Estados não confessionais que assumem uma posição de neutralidade perante a religião, a qual se traduz em respeito por todos os credos e inclusive pela ausência deles (agnosticismo, ateísmo). Já o laicismo, igualmente não confessional, refere-se aos Estados que assumem uma postura de [...] intolerância religiosa, ou seja, a religião é vista de forma negativa, ao contrário do que se passa com a laicidade", como escreveu o jurista Paulo Henrique Hachich De Cesare.
  7. O cristão não aceita a ideia de “pai dos pobres”. Não devemos ver nenhum governante como “pai” ou “mãe”. Eles não são a base de nossa sustentação, mas são apenas servidores públicos a quem devemos cobrar eficiência e competência.

Reflita sobre isso. A minha oração é que o Brasil encontre o caminho da paz, da prosperidade e do desenvolvimento sustentado. Acima de tudo a nossa confiança e esperança está no Senhor e não nas urnas e campanhas políticas. A política é importante, mas o sentimento de esperança reservamos para algo mais sublime.

2 comentários:

Luiz Fernando Agostinho Pereira disse...

minha sogra é da AD madureira, e la chegou ORDEM para todos votarem no candidato da igreja, achei isso um absurdo

Aprendiz disse...

Isto é terrível:


http://www.wnd.com/2014/10/source-secret-deal-could-doom-160000-to-isis/