quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Arminiano de coração e intelecto: uma entrevista com Silas Daniel

Por Gutierres Fernandes Siqueira
Última edição da revista Obreiro.
Periódico de teologia das ADs.


O teólogo Silas Daniel escreveu recente artigo intitulado “Em Defesa do Arminianismo” na revista Obreiro (ano 36, n° 68). Esse longo texto na principal revista teológica da denominação pentecostal tem causado algum barulho nas redes sociais e está sendo interpretado como uma reação à calvinização crescente de pentecostais, em especial de jovens obreiros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Inclusive, está prevista para os próximos meses a publicação da série The Works of James Arminius pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Sendo, assim, uma iniciativa inédita no mercado editorial evangélico.

No texto, Silas Daniel costura um panorama histórico da doutrina arminiana, rebate alguns mitos sobre a historiografia de Jacob Armínio e da doutrina que leva seu nome. O artigo traz novas informações sobre os primeiros embates entre calvinistas e arminianos no seio da iniciante Assembleia de Deus. Além disso, diferencia as vertentes mais radicais e moderadas do Calvinismo e encerra com a convicção arminiana, mas em tom conciliatório com a tradição reformada.

Nesta entrevista dada ao Blog Teologia Pentecostal ele compartilha conosco mais algumas impressões sobre a relação Arminianismo-Calvinismo e Pentecostalismo.

Silas Daniel é autor de vários livros como "Reflexões sobre a alma e o tempo", "História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil", "Habacuque - a vitória da fé em meio ao caos", "A Sedução das Novas Teologias" e "A História dos Hinos que Amamos", e "Os Doze Profetas Menores" (coautor), todos títulos da CPAD. Editor-chefe do Departamento de Jornalismo da CPAD. Serve como pastor-auxiliar na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Artur Rios, no bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Pr. Silas Daniel, teólogo e jornalista.
Foto de 2013
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Veja agora essa enriquecedora entrevista.

Blog Teologia Pentecostal- O artigo ““Em defesa do Arminianismo””, de sua autoria, publicado na principal revista teológica da Assembleia de Deus, surge em um momento onde se discute a crescente influência do Calvinismo nas fileiras assembleianas. Levando em conta esse contexto, podemos falar em uma “reação”? Se sim, esse crescimento calvinista entre pentecostais gera alguma preocupação para a identidade assembleiana?
Silas Daniel- Não há uma “reação” oficial da denominação, mas há, sim, a preocupação de alguns irmãos e obreiros assembleianos pelo país com esse aumento da influência do calvinismo no meio assembleiano. O meu artigo surge exatamente como reflexo disso, como fruto dessa preocupação. Ele é uma iniciativa pessoal minha, cuja publicação foi aprovada pela editora oficial da denominação justamente por (1) se reconhecer que há um aumento da influência calvinista no meio assembleiano, que (2) isso precisa ser abordado e que (3) o campo ideal para fazê-lo são as páginas da principal revista de reflexão teológica da denominação. Historicamente, a denominação sempre teve uma posição arminiana. Ela foi fundada por missionários que eram todos eles arminianos e que escreviam textos combatendo o calvinismo. O credo assembleiano, que tem apenas 46 anos, por ser imensamente enxuto, conciso, não entra nos detalhes sobre qual a posição oficial da denominação sobre a mecânica da salvação, mas é fato que, historicamente, sua liderança sempre defendeu a posição arminiana e, como lembrei no meu artigo, chegou até a excluir, em seus primeiros anos de vida, quem aderisse ao calvinismo. Sem falar nos centenas de artigos escritos em suas publicações oficiais nos últimos 100 anos combatendo o calvinismo e defendendo o arminianismo. Enfim, o arminianismo faz parte de nossa identidade.


É verdade que há o caso de alguns poucos teólogos e pensadores assembleianos de respeito no Brasil, os quais respeito muito, que, mais recentemente, defenderam particularmente uma posição que considero estranha, dizendo-se 0% calvinistas, mas não 100% arminianos. Olhando bem o posicionamento deles, vejo mais é um preciosismo em relação ao que acham que Arminius teria dito em relação a isso ou àquilo; na prática, são todos 100% arminianos. E independente da posição meio confusa de um ou outro particularmente, a posição oficial da denominação sempre foi arminiana.


Quanto à preocupação com a nossa identidade, ela é natural. O principal motivo da preocupação com a influência calvinista é a discordância doutrinária mesmo, mas claro que há também a preocupação com a nossa própria identidade. A identidade consiste em tudo aquilo que nos faz ser o que somos. A Assembleia de Deus é do jeito que é não apenas por ser pentecostal, mas por ser também arminiana. Se a Assembleia de Deus deixa de ser arminiana, ela se torna outra coisa, e não mais o que é. É equivocado pensar que uma denominação que deixa de ser arminiana para se tornar calvinista, e vice-versa, não vai sofrer alguma mudança em sua forma de ser. Claro que sofrerá! Há características históricas profundas na AD, e que são caras a ela, seja em sua forma de pregação ou mesmo na liturgia, que são reflexo justamente de seu arminianismo, assim como o calvinismo se reflete na liturgia e no formato da mensagem presbiterianos e congregacionais.


Por que há estudos acadêmicos sérios que mostram pontos de contato inequívocos entre o avivamento wesleyano do século 18 na Inglaterra e o pentecostalismo assembleiano no Brasil, como o célebre estudo desenvolvido pelo professor Luís Wesley de Souza? Não seria pelo fato de haver pontos de contato entre as cosmovisões teológicas wesleyana, de um lado, e pentecostal assembleiana brasileira, de outro? Enquanto isso, você não vai encontrar estudos que mostram profundos pontos de contato entre o calvinismo e o pentecostalismo assembleiano brasileiro. Ora, são todos irmãos em Cristo (metodistas, calvinistas, assembleianos), mas não há dúvida de que determinadas formas de ver ou enfatizar certos aspectos da doutrina bíblica acabam influenciando na forma de ser das igrejas, aproximando umas mais do que outras.


Da mesma forma que uma igreja que começa a se abrir ao pentecostalismo começa a ter sua liturgia afetada, uma igreja pentecostal que começa a se tornar calvinista começa também, aos poucos, a refletir essa mudança em sua liturgia, estilo de mensagens etc. Igrejas com mentalidade calvinista tendem, por exemplo, a serem mais formais em sua liturgia e mais avessas às manifestações pentecostais do que igrejas arminianas. Essa é uma das muitas preocupações, e ela não é baseada em teoria. É um dado empírico. Eu conheço uma denominação pentecostal, não vou dizer seu nome, cujos membros têm reclamado que, desde que ela passou oficialmente a ser calvinista, está passando por um processo de despentecostalização visível. Seus cultos perderam a espontaneidade, estão cada vez mais formais; as profecias passaram a ser desprezadas, os batismos no Espírito Santo começaram a se tornar raros. Sem falar dos perigos de alguns crentes descambarem para o fatalismo via adesão ao calvinismo.


Estou dizendo com isso que a Assembleia de Deus é “perfeita”? Que não temos nada para mudar para melhor? Que não precisamos refletir sobre nada referente à nossa forma de ser? Não, não é isso. Acho que devemos sempre estar refletindo com humildade sobre nossas virtudes e imperfeições; e nossa denominação, nas últimas décadas, tem melhorado positivamente em alguns aspectos justamente como fruto dessa reflexão. Em outras, ainda não. Essas mudanças são paulatinas, e é melhor que sejam assim mesmo, porque mudanças abruptas nunca fazem bem. Porém, é preciso sublinhar que essas mudanças nunca podem significar a perda de nossas raízes, da nossa espinha dorsal, da nossa essência, daquilo que realmente somos, e o arminianismo faz parte da essência assembleiana.


Além do mais, até entendo que um crente assembleiano possa ter particularmente convicções calvinistas, mas empenhar-se em um projeto de “calvinização” da denominação é demais. Não que eu conheça alguém particularmente empenhado nisso. Falo em hipótese. Se você já não se sente bem na Assembleia de Deus, se não se sente mais um assembleiano, se sente-se mais um calvinista do que assembleiano, é melhor sair da Assembleia de Deus e ir para uma igreja tradicional ou renovada calvinista. Pelo menos em favor da própria coerência.
TP)  Você afirma que um dos erros dos arminianos nas Assembleias de Deus foi enfatizar mais o combate ao calvinismo, muitas vezes de maneira um tanto amadora, do que afirmar ou reafirmar o arminianismo. Podemos falar apenas em uma “estratégia apologética mal focada” ou num desconhecimento dos teólogos assembleianos do seu próprio arminianismo, mesmo entre aqueles mais informados?
SD- Creio que pode ter havido isso também, como vemos no caso de alguns poucos que dizem que não são calvinistas, mas também não são 100% arminianos por real desconhecimento do que é o arminianismo; mas, no geral, foi mais a aplicação inconsciente de uma estratégia apologética equivocada. E esse erro só pode ser percebido agora porque foi apenas mais à frente que surgiu um contexto que favoreceu uma maior aproximação dos assembleianos em relação à teologia reformada, contexto este que descrevo no início do meu artigo na revista Obreiro. Foi somente quando esse novo contexto surgiu que se descobriu que essa estratégia era falha, porque ele provou que muitos assembleianos ou ainda não compreendiam direito o arminianismo ou não sabiam defender bem a sua posição. Além disso, como já disse, muitos batiam muito no velho calvinismo fatalista pensando que estavam batendo no calvinismo de forma geral, que é majoritariamente compatibilista.
TP) Sabemos que tradicionalmente a Assembleia de Deus no Brasil é arminiana, não há dúvidas sobre isso, mas essa teologia não está expressa em sua confessionalidade oficial. A confissão de fé das Assembleias de Deus no Brasil é muito concisa. Quando lemos os 14 pontos do “Cremos”, não é possível identificar qual seria a “mecânica” de salvação adotada pelo documento.  Embora você não coloque esse ponto no artigo como causa do aumento no número de calvinistas entre assembleianos, é possível afirmar que essa concisão acentuada da confessionalidade assembleiana ajuda nesse processo de “muitas vozes” teológicas no seio da denominação? Ou seja, um documento muito curto ajuda na multiplicidade de opiniões, na falta de unidade? Ou ainda, seria o caso da Assembleia de Deus no Brasil adotar um documento confessional e, portanto, oficial, mais amplo e detalhado?
SD- Sim, creio que essa concisão dá margens a essas “muitas vozes”. Aproveitando: a razão de nosso “Cremos” ser tão conciso assim se deve a fatores históricos. Durante um bom tempo, os líderes assembleianos brasileiros nunca sentiram internamente – no seio da denominação – uma real necessidade de um documento mais amplo. Não havia grandes divergências internas doutrinárias dentro da denominação. Também não havia muito contato com a teologia de fora. Era muito difícil, por exemplo, ver um assembleiano brasileiro estudando em seminários de outras denominações. Até o fim dos anos 70, a denominação colocava o seu ensino teológico informal acima do ensino formal de teologia dos seminários, mesmo os da própria denominação. Ora, historicamente, os credos só vão ficando mais encorpados quando a igreja que professa aquele credo percebe a necessidade de se enfatizar determinada doutrina que está sendo atacada. Se não há grandes ataques, o credo geralmente fica como está. E foi o que aconteceu.


Como até poucas décadas atrás as divergências teológicas e as heresias que surgiam na AD eram muito pontuais, sem afetar a denominação como um todo, ninguém pensou em ampliar o “Cremos”. Só mais recentemente é que tivemos fenômenos maiores, geralmente advindos da influência neopentecostal em nosso meio e que exigiram da liderança da AD a produção de longos documentos oficiais explicitando nosso posicionamento doutrinário sobre determinadas questões. A Comissão de Apologética da denominação é um reflexo desse novo momento. Ela foi formada a partir de 2001, isto é, só há 14 anos. E só de 2012 para cá surgiu a discussão do detalhamento do “Cremos”, que deve ser levada adiante nos próximos anos.


Outro detalhe é que alguns articulistas assembleianos antigos, já falecidos, interpretavam essa concisão do nosso “Cremos” de forma positiva, como uma suposta demonstração da virtuosa “não-formalidade pentecostal”. Só que eles se esqueciam que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ter uma confissão de fé mais elaborada não significa que seremos agora uma denominação liturgicamente mais formal. Sempre defendi que ter uma confissão de fé mais detalhada, que seja plenamente fiel às nossas raízes bíblicas e teológicas, não significa ter uma igreja mais formal. Significa resguardar mais a denominação de “ventos de doutrina”. Não basta ter o detalhamento de nossa doutrina distribuído espalhadamente em livros, revistas e jornais oficiais da denominação. É preciso ter esse detalhamento todo reunido e organizado em um só documento oficial. É mais prático. É uma questão de praticidade e, nesses dias de tanta confusão doutrinária, de necessidade também.
TP) Um ponto muito interessante do artigo é o conceito da contingência na presciência de Deus. Embora muitos pentecostais estejam bem distantes do Calvinismo, é comum na teologia popular certo fatalismo quando se trata de “causas e consequências”, especialmente diante de grandes tragédias. A frase “”Deus assim quis”” é muito comum sem levar em conta a lógica da afirmação em alguns contextos.  Por que o fatalismo e até certo determinismo é comum na teologia popular?
SD- É a velha confusão popular que é feita entre “vontade permissiva” e “vontade diretiva” de Deus. Muitos crentes acabam tratando tudo como “vontade diretiva”, embarcando, na prática, em um fatalismo, esquecendo os aspectos contigenciais dos acontecimentos e também o peso da responsabilidade humana em muitos casos. Isso acontece quase que invariavelmente em casos de tragédias, justamente porque tendemos a buscar explicações simplistas para acontecimentos chocantes, quando muitas vezes as explicações não são tão simples. Ou às vezes são e nós complicamos, mistificamos.
TP) Você dedica os quatro últimos parágrafos do texto a falar em um tom conciliatório, citando especialmente Charles Spurgeon, pregador calvinista e batista inglês. Chega até a afirmar que o Calvinismo honra a Deus, assim como o Arminianismo. Em tempos de debates acalorados na internet o que você, como arminiano convicto, tem aprendido dos calvinistas?
SD- Quando disse que o calvinismo honra a Deus tanto quanto o arminianismo, claramente estou me referindo ao calvinismo majoritário, compatibilista. É óbvio que o calvinismo compatibilista honra a Deus como o arminianismo, porque ambos reconhecem tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade humana, que são ensinadas nas Escrituras; ambos pregam fielmente a mensagem e o método da Salvação; ambos enfatizam a necessidade de se viver uma vida de santidade, de se pregar o Evangelho, de se fazer missões, de se viver a vontade de Deus etc. Não posso dizer o mesmo do calvinismo fatalista. Quanto ao que aprendi com os calvinistas, posso dizer que, em termos de teologia, não aprendi com eles mais do que aprendi com bons teólogos arminianos, mas isso não significa que não tenha visto muita coisa boa. É óbvio que vi. Há muita coisa boa e enriquecedora na teologia reformada, mas o que me chama mais a atenção mesmo nos autores calvinistas clássicos não é tanto seus “insights” teológicos. Dos grandes cristãos do passado que eram calvinistas, chama-me mais a atenção suas vidas: sua paixão por Deus, pela pureza, pela santidade de Deus, pelo viver para glória de Deus.


Lembro quando nos anos 80 li pela primeira vez “Heróis da Fé” (CPAD) do missionário assembleiano Orland Spencer Boyer. Fui tocado pelo testemunho de vida dos homens de Deus ali apresentados, e a maioria deles era de calvinistas. Isso me fez buscar mais sobre esses homens, e foi assim que li as obras de Lutero, as obras de John Bunyan, Richard Baxter, os sermões e livros de Spurgeon, os sermões copilados de Whitefield, sermões e principais obras de Jonathan Edwards. Depois li John Owen, Matthew Henry, e os nossos contemporâneos Martin Lloyd-Jones e J. I. Packer. Mergulhei de cabeça nos puritanos, em sua história, em suas obras, de maneira que, no início dos anos 90, já havia lido tudo deles e sobre eles que pude encontrar no Brasil e até um pouco do muito que se tem deles lá fora. Nessa época, era leitor assíduo da revista “Os Puritanos”, que não sei nem se ainda existe. Isso faz 20 anos ou mais. Contudo, nada disso me tornou um calvinista. Ainda hoje adquiro obras desses grandes homens e toca-me sua devoção e alguns “insights” teológicos. Assim como tocam-me a vida e os escritos de arminianos como os irmãos Wesley, Moody, Tozer e Ravenhill, dentre outros. Aliás, sempre achei, sob muitos aspectos (não em todos), esse embate entre calvinistas e arminianos uma perda de tempo, preferindo mais aproveitar a riqueza que há na produção de ambos os lados do que ficar me detendo nas diferenças. Essa minha atitude levou até alguns colegas meus arminianos a pensarem equivocadamente, alguns anos atrás, que eu era um “calvinista enrustido”. Bobagem! Quem me conhece sabe que sempre fui um arminiano convicto. Apenas sempre me senti incomodado com essa história de dizer que um excelente livro que é de autoria de um calvinista não presta porque é escrito por um calvinista. Há obras magníficas escritas por grandes cristãos calvinistas como por grandes cristãos arminianos. Usufruamos dessa riqueza de ambos os lados!
TP) O Arminianismo muitas vezes é dividido entre o “do “intelecto”” e “do “coração””, sendo o primeiro preocupado em se adequar ao espírito moderno e às demandas do Iluminismo em particular. Muitos arminianos no século XVII seguiram essa tendência liberal. Hoje, o liberalismo teológico é pequeno, mas crescente no Brasil, mesmo entre os pentecostais. Como o arminianismo “”do coração”” pode responder de maneira eficaz ao liberalismo usando o próprio arminianismo?
Entendo o sentido dado a esses termos pelos autores que estabelecem essa divisão, mas não a acho correta. O chamado “arminianismo do intelecto”, na verdade, é uma referência à ala de seguidores de Arminius que acabaram se afastando do pensamento original de seu mentor, inspirados pela onda racionalista que nascia em seus dias e que culminaria na febre iluminista que viria logo em seguida. Aqueles que permaneceram fieis ao pensamento original de Arminius, que era totalmente ancorado nas Escrituras, não são arminianos apenas “de coração”, mas “de intelecto” também, e obviamente não no sentido empregado pelos autores que preconizam essa divisão dentro do arminianismo. É esse arminianismo original, “do coração e do intelecto”, que pode responder de maneira eficaz ao liberalismo teológico de ontem e de hoje.

60 comentários:

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Caro amigo Gutierrez Fernandes,

A Paz do Senhor.

Parabéns!
Simplesmente nota 1000.

Publiquei a chamada para a entrevista, enviando meus poucos leitores para cá.

Um grande abraço.

Saúde & Paz!

Erick Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Irmão Gutierrez, a paz do Senhor!

Já me comuniquei contigo por e-mail uma vez. Gostaria de fazer um comentário. Sou assembleiano, minha pneumatologia é pentecostal, mas pendo para o lado calvinista na soterologia. Sei que não sería correto tentar ficar na AD pra convencer os demais irmãos a seguirem essa linha de pensamento..aliás, nem acho que haja muita necessidade para isso, pois o arminianismo(verdadeiro) honra a Deus do mesmo modo que o calvinismo(verdadeiro)...No entanto, o que realmente me preocupa, é a crença sinergista levada ao extremo...muitos irmãos negam o ensino protestante de salvação pela fé, ao repetirem nos cultos coisas como "não cometa tal pecado, porque senão você perde a salvação"...em alguns casos, os supostos pecados se referem às coisas mais frívolas que a mente pode conceber...Acho que seria bom os teólogos de nossas igrejas passassem a se cuidar em relação a esse extremo

Daladier Lima disse...

Prezado Gutierres, você comunga comigo da tese (esboçados em vários de seus posts) que o que faz falta no meio assembleiano é massa crítica. Portanto, o calvinismo encontra um solo fértil, sem contrapontos. Lamentável, mas é exatamente o que está acontecendo aqui em Pernambuco.

Abraços!

Anônimo disse...

Caros irmãos, sou presbiteriano,acredito que não somos rivais (calvinismo X arminianismo), muito pelo contrário, estamos engajados na mesma obra, a forma que o assunto está sendo abordado, parece que os irmãos reformados da A.D. devem sair da igreja e irem para uma reformada,(sendo que a visão sobre salvação nem está clara na declaração de fé da A.D),estão mais zelosos pela "imagem da denominação" do que pelas pessoas que formam a igreja (corpo de Cristo) pelo que li neste post, o pastor convida os irmãos a sairem da igreja, se não acreditam no arminianismo... Lamentável... Aproveito para parabenizar o autor do blog, acredito que tem muitos irmãos da A.D.que estão com sede de conhecimento... A proposito, a literatura reformada vai muito além de bibliografias, convido a leerem sem receios, assim como também já li livros de irmãos que se denominam arminianos... Fiquem na paz!

Fábio Stefani da Silva disse...

Certa vez eu fui levado a entender que Deus, em sua graça, permite que ambos os sistemas soteriológicos (ou quantos outros possam existir em suas interpolações) existam, para que cada ser encontre seu lugar de humildade e glorificação ao nome de Deus.

Por isso, eu não julgo mais ninguém pelo sistema adotado, nem me julgo melhor que os outros pelo meu.

Só não me pareço favorável a essa ideia estereotipada de que todo mundo que TAMBÉM acredite na contemporaneidade dos dons tenha que ser arminiano...

Essa ideia do Pacote Completo pode fazer sentido para uma denominação como um todo, mas não deveria ser a exigência obrigatória para todo um movimento "continuista"

É o que eu penso...

Rubcler M. disse...

A Paz do Senhor,
Apenas uma simples pergunta. Essa"calvinização"não seria "culpa" da própria CPAD publicar tantas literaturas de calvinistas?Não é isto uma incoerência ? Igualmente,vcs falam que não publicam comentários de anônimos e, publicaram dois...
Abraços,
Pr Rubcler

Anônimo disse...

Caro Erik,

Estou publicando como anônimo, mas quem tecla aqui é o pastor Silas Daniel.

Sobre sua sugestão de uma lista de grandes autores arminianos do passado e do presente, vai aí uma pequena contribuição. É uma lista básica, mas muito boa:

1) Jacob Arminius, cujos textos teológicos são maravilhosos – o Brasil saberá brevemente com a publicação de sua obra completa pela CPAD;
2) O puritano arminiano(*) John Goodwin, cujo brilhantismo me espantou quando o li pela primeira vez há uns dez anos (Infelizmente, para lê-lo hoje, só em inglês – indiquei há alguns anos sua tradução e publicação no Brasil pela CPAD);
3) O “dispensa comentários” e inspirador John Wesley;
4) O soberbo poeta cristão Charles Wesley, cujos hinos me emocionam e edificam tanto (no caso dele, estou indicando apenas a apreciação de sua hinologia, teologicamente rica, tocante, edificante e enoooooorme);
5) O extraordinário John William Fletcher (O Brasil precisa conhecer sua pena também!);
6) O grande Adam Clarke, que passou 40 anos escrevendo uma obra teológica monumental, muito copiada ainda hoje, mas nunca publicada no Brasil (Que pena!);
7) O não menos impressionante Richard Watson;
8) O sempre bom F. F. Bruce;
9) O evangelista apaixonado Billy Graham;
10) O penetrante A. W. Tozer;
11) O delicioso C. S. Lewis;
12) O profícuo e incansável Norman Geisler;
13) O sempre correto e claro Stanley Horton;
14) O não menos correto e claro William Menzies;
15) O contundente Dave Hunt;
16) O talentoso Jack Cottrell;
17) O competentíssimo Roger Olson;
18) Os brilhantes Alvin Plantinga e William Lane Craig.

A lista é imensa, mas estes nomes, se lidos, já darão uma medida da rica e maravilhosa produção arminiana de qualidade.

(*) Sim, se você não sabia, havia puritanos arminianos, como o grande teólogo calvinista J. I. Packer, um dos maiores especialistas sobre o Movimento Puritano, admite em um trecho de seu clássico “Entre os Gigantes de Deus”, lançado no início dos anos 90 no Brasil. É mentira que alguém só podia ser “puritano” se fosse calvinista; a maioria esmagadora o era, mas havia um pequeno grupo que não. Goodwin não foi o único dos puritanos arminianos, mas os escritos dele são os mais acessíveis hoje. Sonho ainda em vê-lo publicado no Brasil.

Anônimo disse...

Caro Rubcler, a Paz do Senhor!

Apesar de postar como "anônimo", aqui quem tecla é o pastor Silas Daniel. Trabalho na CPAD há 17 anos e conheço sua política, que acho muitíssimo correta. A CPAD não publica obras que defendam explicitamente o calvinismo, mas publica, sim, obras de qualidade de autores calvinistas ou arminianos sobre diversos assuntos bíblicos, teológicos e do dia-a-dia. O que acontece é que, infelizmente, as pessoas nem sempre sabem separar as coisas: há quem ache que se a CPAD publica, por exemplo, uma obra sobre "família cristã" de um autor calvinista, então ela está chancelando o calvinismo dele. Não! Ela está apenas reconhecendo que aquela obra, no que tange à abordagem do tema "família cristã", é muito boa para a igreja no Brasil de forma geral.

Abraço!

Silas Daniel

Anônimo disse...

Caro "Anônimo" presbiteriano,

Aqui quem tecla como "anônimo" é o seu irmão em Cristo pastor Silas Daniel, da referida entrevista. Quero apenas esclarecer que não estou convidando ninguém que tenha convicções calvinistas e está na AD a sair dela. Aliás, nem posso fazer isso, além de já ter declaro ser pessoalmente contra isso (Na terceira página do meu artigo na revista "Obreiro", deixei claro que sou contra qualquer espécie de "caça as bruxas" na denominação por esse tipo de convicção). Favor reler atentamente a minha resposta à pergunta do Gutierres. Lá está claro que estou falando apenas do caso hipotético de alguém que, além de ter uma convicção pessoal calvinista, se empenha em uma campanha de "calvinização" da denominação. Acho errado. Se a pessoa não se sente mais um assembleiano (que, por essência, é pentecostal e calvinista), se não se sente mais confortável na sua denominação, ao ponto de iniciar uma campanha para adaptar toda a sua denominação à sua crença pessoal, é bem melhor sair de sua denominação e ir para outra igreja onde se sinta melhor. Eu faria isso, se esse fosse o meu caso.

Abraço!

Em Cristo,

Silas Daniel

Anônimo disse...

Caro Fábio Stefani, a Paz de Jesus!

Quem tecla aqui como "anônimo" é o pastor Silas Daniel, da entrevista.

Sua colocação foi perfeita. Você entendeu bem o que eu quis dizer. Não acho impossível ou terminantemente incompatível um pentecostal ser calvinista e vice-versa, porém não dá para a Assembleia de Deus ser calvinista e continuar a ser Assembleia de Deus. Assim como não dá para a Igreja Presbiteriana ser pentecostal e continuar a ser a Igreja Presbiteriana. Não, ela se tornará outro tipo de igreja, bem diferente, apesar de manter uma ou outra coisa do que era antes. Sua identidade será mudada.

Uma coisa é alguns membros terem particularmente uma convicção diferente da posição oficial da denominação (isso ocorre em todas as igrejas), outra coisa é a denominação aderir como um todo a essa posição pessoal de alguns, passar a pregar e a ensinar isso etc.

É por isso que nossos irmãos presbiterianos são tão preocupados com alguma espécie de "adesão ao pentecostalismo" por parte de alguns obreiros ou igrejas deles, da mesma forma que os assembleianos com a "calvinização" de alguns irmãos (Não temos casos de igrejas "calvinizadas", só de alguns irmãos e obreiros que aderiram ao calvinismo).

Abraço!

Em Cristo,

Silas Daniel

Erick Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

ERRATA da mensagem de 30 de janeiro de 2014, às 10h49:

No final, onde coloquei "...que, por essência, é pentecostal e calvinista...", favor ler "...que, por essência, é pentecostal e arminiano...".

Em Cristo,

Silas Daniel

Anônimo disse...

Parabéns pela excelente entrevista irmão Gutierres!
O tema é urgente e muito importante.Creio que deveria ocupar maior espaço em nossas Escolas Bíblicas.
Aproveito para fazer uma correção ao comentário de Anônimo e também pastor presbiteriano.
O Pr.Silas não disse que "os que não crêem no arminianismo devem sair da Assembléia de Deus.Como se o arminianismo fosse algo divino.
Na verdade o que foi dito é que trata-se de um contra senso, uma incoerência, estar numa denominação sem concordar com suas doutrinas e teologia.

Ev.Andre Moreira

Ricardo Rocha disse...

Caro Silas Daniel,

Tenho convicção de que você acerta o alvo quando diz que a tomada de consciência das raízes arminianas da AD servirá para acabar com o caos doutrinário que impera na denominação, em que os pulpitos são tomados por semi-pelagianos, que acabou por redundar numa reação calvinista desnecessária.

Todavia, discordo fortemente da sua afirmação de que a CPAD não tem responsabilidade no crescimento do calvinismo nos meios assembleianos.

Em primeiro lugar, a CPAD falhou como editora confessional. Salvo raríssimas e honrosas exceções (como a teologia sistemática do Geisler e a Teologia de John Wesley do Collins) não há obras que se preocupem em ensinar a teologia armininana corretamente publicadas pela editora. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, a teologia sistemática do Charles Finney, nitidamente semi-pelagiana, é publicada até hoje pela CPAD. Não que esse livro não tenha méritos, mas é esse o tipo de teologia, que se afasta da ortodoxia arminiana que tem sido vendido como arminianismo no Brasil, inclusive sendo material que serve de treinamento para pastores da denominação.

De outro lado, a CPAD perdeu MUITAS oportunidades de divulgar livros sobre o arminianismo e publicados por autores arminianos. Não publicou os livros do Olson sobre a história da teologia e da sobre o arminianismo; também não publicou a excelente teologia do novo testamento do arminiano I. Horward Marshall; não deu atenção aos maiores filósofos protestantes da atualidade, Willian Lane Craig e Alvin Plantinga. Este último, por sinal, é um caso curioso: é um dos maiores filósofos cristãos da história, certamente o maior de todos os filósofos reformados. Mas ainda assim a filosofia/teologia dele é muito mais compatível com o arminianismo do que com o calvinismo. E a CPAD perdeu a oportunidade de publica-los para outras editoras.

Ao mesmo tempo em que ignorou teologos arminianos, a CPAD multiplicou obras de autores calvinistas, muitos deles abertamente hostis ao arminianismo, como são o caso de John Piper e R.C. Sproul. E também não é verdade que os livros que a CPAD publicou de autores calvinistas não estejam impregnados, muitas vezes completamente, de teologia calvinista. O livro A dificil doutrina do amor de Deus, do D.A. Carson é totalmente calvinista. A explicaçãod ele sobre o amor divino é em muitos aspectos inaceitável para um arminiano. Outro caso são os livros da Nancy Pearcey: se por um lado a abordagem de cosmovisão dela é relevantíssimo, por outro ela faz várias críticas a ao arminianismo no decorrer do livro, e defende que somente o calvinismo pode fornecer um suporte sólido para uma cosmovisão cristã.

Ademais, esse tipo de publição também acaba influenciando as pessoas em direção ao calvinismo indiretamente: ao lerem obras do Sproul, do Carson ou do Piper, aqueles que se interessam certamente procurarão os outros livros deles que são publicados, por exemplo, pela Cultura Cristã. E encontrarão lá defesas vigorosas do calvinismo. As chances de a influencia virar convencimento é muito grande.

No mais, certas opções editorais são impossíveis de entender: porque publicar Jonanthan Edwards e não o John Wesley? Por que os comentários de Mattew Henry e não os do Adam Clark? Por que publicar as obras de apologética do Sproul e não a do Craig? Pq publicar uma ultrapassada introdução ao novo testamento de um calvinista rígido como o Louis Berkhof ao mesmo tempo em que o Howard Marshall foi ignorado?

Essas decisões são ininteligíveis tanto de vista teológico/confessional como do ponto de vista comercial. Ora, obras calvinistas já existem aos montes no mercado, sendo divulgadas com muita competência por várias editoras, como a Cultura Cristã, a Fiel e a PES. O arminianismo é um nicho totalmente inexplorado no mercado brasileiro. Publicar obras arminianas além de ser bom para a identidade teológica da AD também enriqueceria o debate teológico brasileiro como um todo. Isso para não mencionar a fatia do mercado que seria abocanhada por isso.

Essas são coisas que precisam de explicação.

Um grande abraço.

Cláudio Henrique disse...

Não entendi o por que tantas justificativas do pr. Silas Daniel.

César Lopes disse...

Caro Pr. Silas,
muito me alegram suas palavras. Com muita ponderação e respeito o senhor trata do referido assunto - prezando pela unidade e trazendo informações preciosas para os leitores. O tom tem de ser conciliatório, não pode ser diferente - quem acha o contrário, se esquece do mandamento de Cristo. Concordo com cada palavra, proferida com muita clareza e objetividade.

Ricardo Rocha Lima da Silva disse...

Como resumo do meu longo comentário, minha impressão é que a onda de calvinização da AD tem no trabalho mal feito da CPAD uma grande contribuição.

Espero que o pastor Silas Daniel possa comentar isso e de alguma forma esclarecer o motivo disso tudo.

Anônimo disse...

Caro Ricardo Rocha, a Paz!

Concordo contigo que talvez, em um ou outro caso, a CPAD poderia ter priorizado a publicação de uma obra de um autor arminiano, mas reforço que o fato de ela ter publicado essas obras de autores calvinistas nos últimos anos não significa que ela tenha preferência por autores calvinistas. Que eu saiba, não existe nem nunca existiu uma orientação para priorizar obras de autores calvinistas na CPAD. Simplesmente, acabou acontecendo.

Uma das razões para isso é que muitos dos grandes autores conservadores populares da atualidade nos EUA são calvinistas, e isso acaba se refletindo no mercado editorial evangélico brasileiro, logo também na própria CPAD, que compra obras de fora - especialmente dos EUA - assim como as outras editoras brasileiras também o fazem. O Piper, o Sproul, o Carson e a Nancy Pearcey estão onde estão pelos seus próprios méritos. A CPAD fez bem em publicá-los, como o irmão mesmo reconhece no caso da Pearcey.

Outro detalhe para que isso aconteça é que a CPAD também tem se preocupado, nos últimos anos, em publicar grandes obras evangélicas, grandes clássicos evangélicos de interesse geral, razão pela qual publica, de vez em quando, obras como a Teologia de Finney, o Comentário de Matthew Henry, a clássica "Introdução..." do Berkhof, "O Peregrino" de John Bunyan, "A Grandeza do Pastorado" de John Angell James, dentre outros. Porém, acrescento que, nos últimos tempos, a CPAD tem se preocupado também em publicar mais autores arminianos. Ela tem começado a fazer isso e - pode ter certeza - o fará mais ainda.

No caso do Craig e do Plantinga, ela acabou passando batida mesmo, se bem que acho pessoalmente as obras do Craig muito mais práticas do que as do Plantinga, que às vezes é técnico demais para o grande público, embora muitíssimo competente. Sinceramente, não sei se essa característica dele pesou. Não sei também se alguma obra dele chegou a ser avaliada pela CPAD.

Enfim, pode ter certeza que se a publicação dessas obras de autores calvinistas (mesmo que nenhuma ensinando explicitamente o calvinismo) ajudaram a alimentar o interesse dos leitores assembleianos pela teologia calvinista, foi uma ajuda absolutamente involuntária.

Sobre a obra do Adam Smith, parece que há o projeto de publicá-la. Não sei em que pé está, mas é possível. E há muitas outras novidades para um futuro próximo, que não posso adiantar.

E a obra completa de Arminius vem aí! Ainda no primeiro semestre!

Em Cristo,

Silas Daniel

Anônimo disse...

Caro Cláudio Henrique,

Não é justificativa, é explicação mesmo. É uma mania minha antiga, que os meus leitores de blog desde 2007 conhecem: gosto de ser muito explicativo para garantir que estou sendo plenamente compreendido. Sou assim escrevendo e ensinando. Cada um com sua mania.

Caro César Lopes,

Obrigado pelas palavras de apreço e motivação!

Caro Gutierres,

Obrigado por esse espaço.

Em Cristo,

Silas Daniel

Ricardo Rocha Lima da Silva disse...

Caro Silas Daniel, a paz do Senhor.

Agradeço a resposta e a atenção que dedicou ao meu comentário.

Enfim, infelizmente é um fato que a CPAD perdeu muitas oportunidades e falhou como editora confessional. Mesmo essa decisão de publicar clássicos da teologia, no atual contexto, parece equivocada: clássicos calvinistas já são publicadas por editoras calvinistas, de modo que poderia ter sido dada atenção aos clássicos arminianos. Ora, esses clássicos existem: o Sermão do Monte de John Wesley (que a CPAD também deixou passar...) as os sermões do John Fletcher, as dogmaticas do Pope e do Orton Willey e mesmo obras de arminianos contemporâneos, como as do Thomas Oden ou do Robert Schank, por exemplo.

Enfim, se não podemos chorar o leite derramado, ao menos parece ser urgente a necessidade de a CPAD despertar. Pois, se como o irmão reconhece, a AD fracassou em ensinar o arminianismo, não será o artigo, excelente e louvável, como o seu, que mudará este quadro. Se a Assembleia de Deus quer realmente tomar consciência do seu arminianismo isso passa fundamentalmente pela publicação massiva de obras de autores arminianos.

Espero que a sua influência e de outros possam mudar esse quadro da CPAD.

A paz.

Celso Moreno disse...

Tem obreiros do Belém setor 28 compartilhando o Congresso com a Presença do Benny Hinn e vocês acham que a grande ameaça é João Calvino?
E o apoio cultural é da "cantora e vereadora" Noemi Nonato.

Diêgo Dantas disse...

Não acho que a "aderência" ao calvinismo por parte de pessoas em denominações arminianas seja meramente uma questão de "nunca ter se ensinado o arminianismo genuíno". Isso tem influência, mas é simplista demais achar que é só isso e que basta ensinar o verdadeiro arminianismo pra mudar a situação. Acredito que tem muito mais por trás desse fenômeno. E digo mais, se as igrejas quiserem realmente ensinar o "verdadeiro" arminianismo, vão ter que, de cara, eliminar o conceito de livre-arbítrio (o que não será nada fácil), porque Armínio dizia que o homem não possui (está morto), e terão também que conciliar como o homem não possui esse livre-arbítrio e, ao mesmo tempo, tem a capacidade de exercer fé e arrependimento, o que é o grande enigma que o arminianismo não responde. Em suma, se ficar com o livre-arbítrio, continuará com o semipelagianismo; se abandonar o livre-arbítrio, terá que conciliar depravação total com a capacidade de responder estando ainda morto. Por que uma pessoa crê e outra não crê, estando ambas mortas em delitos e pecados? É por isso que digo que é mais fácil entender o calvinismo do que o arminianismo. Se quiser ser coerente, o arminiano tem que apelar pra uma depravação parcial, e é justamente aí que ele se torna semipelagiano novamente. É isso que Norman Geisler faz em "Eleitos, mas livres", mescla semipelagianismo (depravação parcial), arminianismo (eleição baseada na presciência, expiação universal e graça resistível) e calvinismo (perseverança dos santos).

Diêgo Dantas disse...

Outro "profícuo" autor arminiano, Roger Olson, assevera em sua obra "Contra o Calvinismo": “Outra objeção calvinista comum ao sinergismo evangélico/arminianismo é que ele não leva a depravação total a sério o bastante. Afinal de contas, os calvinistas afirmam, humanos caídos são literalmente mortos em delitos e pecados. A única esperança desses caídos é que Deus os ressuscite. Isso é verdade, mas esse ato de Deus, a ressurreição dos caídos, não os deixa sem opção de aceitá-lo ou não. Na verdade, os arminianos e outros sinergistas realmente acreditam que a graça preveniente restaura vida à pessoa morta em delitos e pecados. Todavia, ela não os força a aceitarem a misericórdia de Deus para a salvação, que exige arrependimento e fé (conversão). Assim, na teologia arminiana, uma regeneração parcial realmente precede a conversão, mas ela não é uma regeneração completa."

Então, pergunto: onde na Bíblia se tem respaldo pra uma "regeneração parcial da graça preveniente"? Ou se está vivo, ou se está morto. Ou Deus vivifica, ou o morto permanece morto. E, se Ele vivifica, a pessoa exerce fé e arrependimento, do contrário, jamais exercerá, pois está morta! Esse é o testemunho bíblico, e isso é o que o calvinismo diz. Se uma pessoa pode crer estando morta, das duas, uma: ou a "graça preveniente" não é manifestada a todos igualmente, o que qualquer arminiano negaria, ou alguns pecadores não são totalmente depravados, o que acho que eles também negariam.

Erick Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diêgo Dantas disse...

Prezado irmão Erick,

1) Em minhas observações, citei duas obras de autores ARMINIANOS, Norman Geisler e Roger Olson, ambos referidos pelo pastor Silas Daniel em post acima. O que isso significa? Que aprendo sobre o arminianismo lendo obras de autores arminianos também, não somente de calvinistas. Até agora, o que eu vi foi o que exatamente coloquei: um conceito de depravação total misturado com regeneração parcial (no caso do Olson) e um conceito de depravação parcial semipelagiano (no caso do Geisler). Bom, se algo está errado e não bate com o Arminianismo Clássico que vocês tanto defendem, a culpa não é da minha interpretação errada, os autores mesmos é que não estão conseguindo delinear seu sistema de pensamento de forma correta. Aguardemos as grandes obras arminianas que serão lançadas em breve, pra ver se os calvinistas continuam interpretando errado os arminianos.

2) Em nenhum momento, eu disse que não se deveria ensinar o arminianismo em sua denominação. Que se ensine. Só apontei as dificuldades que os ensinadores terão de enfrentar, principalmente desarraigar o conceito de livre-arbítrio da mente das pessoas. Espero que consigam.

Sem mais.

Erick Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diêgo Dantas disse...

Erick, só te digo uma coisa: é por causa desse tipo de hermenêutica que existem pregações como esta hoje em dia: https://www.youtube.com/watch?v=_Jnu2AdH-iE&feature=player_detailpage.

Pr. Paulo Henrique P. Cunha disse...

Tenho um grande respeito pelo Pr. Silas Daniel, mas acho que ele foi infeliz na sua colocação sobre a influência calvinista na AD. Grandes escritores com Norman Geisler tem inúmeros livros publicados pela CPAD, sendo que ele se considera um calvinista moderado. Penso que a causa das intermináveis discussões e exageros se concentram exatamente na incapcidade de separar os calvinistas moderados dos calvinistas extremados ou extremistas. Recomendo a leitura do livro "Eleitos, mas livres" do Norman Geisler, que demonstra que demonstra de forma clara que há mais pontos em comuns entre calvinistas moderados e arminianos moderados do que pontos discordantes. Fico feliz com a posição equilibrada de ambos oa lados, como a do Pr. Geremias do Couto ( calvinista moderado) e do Pr. Ciro Sanches (arminiano moderado).
Acho que a nossa querida AD não perde a sua indentidade com estas posições teológicas moderadas, com as heresias destruídoras do neopentecostalismo, que está influenciando a nossa denominação, onde a Palavra de Deus tem perdido o seu lugar, e onde, para muitos, o que as pessoas sentem tem se tornado mais importante do que a Palavra de Deus diz.

Marlon Marques disse...

Diego Dantas!

O irmão não entendeu quando Armínio escreveu que o livre-arbítrio foi destruído. Realmente o livre-arbítrio foi destruído com a Queda, mas, pela graça preveniente, que ilumina a todo homem que vem ao mundo (Jo 1:9), o arbítrio é restaurado e, se o homem não resistir ao Evangelho, ele é salvo.

Continue lendo o Olson. Sugiro o livro Teologia Arminiana - Mitos e Realidades.

Graça e Paz!

Pr. Paulo Henrique P. Cunha disse...

Desculpem-me, mas no meu comentário acima ficou faltando uma importante palavra para ligar a frase repetida abaixo e dar o sentido correto:

Acho que a nossa querida AD não perde a sua identidade com estas posições teológicas moderadas, MAS sim com as heresias destruidoras do neopentecostalismo, que está influenciando a nossa denominação, onde a Palavra de Deus tem perdido o seu lugar, e onde, para muitos, o que as pessoas sentem tem se tornado mais importante do que a Palavra de Deus diz.

Taciano Cassimiro disse...

Por favor Silas Daniel não seja leviano dizendo que J.I. Packer era arminiano. Assim você cai em descredito.
Leia os comentários de Packer sobre os Remonstrantes e verás que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
Contudo acho interessante esse momento na denominação, que haja dialogo, estudos, e discernimento para não causar danos na convivência entre assembleianos.
Lembrando que arminianos e calvinistas são todos irmãos.

Erick Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

A paz do Senhor para todos.
Fiquei muito feliz em ver esse assulto sendo abordado pois hj tem muitos obreiros em nossa ass.de Deus sendo calvinista pois se publica mas livros de autores calvinista do quer livros armenianus. Se nossa cpad e nossa cgadb quer ter obreiros e ensinadores armenianus publique livros de atores armernianus e menos calvinista. Falei com todo respeito, pois com msms disse o irmão Normar é Calvinista de carterinha basta ver seus assulto escritos em seus livros pq n dizer um perdido em meio ao tiroteio.
Ev.Genildo Rodrigues

samuel silva disse...

Minha familia é predominantemente pentecostal, logo, arminiana.Fiquei na A D durante 12 anos, mas por contato com as literaturas calvinistas e incoerencia teológica na prática liturgica e muita imaturidade espiritual da igreja, passei a congregar na Igreja Presbiteriana do Brasil.Hoje sou calvinista, mas gostaria muito que meus irmãos assembleianos pelo menos ficassem a par do que é o calvinismo

Anônimo disse...

Irmão Taciano Cassimiro, aqui é o pastor Silas Daniel. Onde eu disse ou escrevi que J. I. Packer é arminiano?!?!? Onde o irmão viu isso?

Na entrevista ao Gutierres, respondendo à última pergunta feita por ele, eu menciono claramente J.I.Packer como calvinista. E na resposta ao Erik, neste espaço de postagens, na resposta datada do dia 30 de janeiro/2015, às 10h26, eu escrevi "...o grande teólogo calvinista J. I. Packer".

De onde, então, meu irmão, você tirou essa de que eu disse que J.I.Packer é arminiano?!?!?

E ainda me chama de "leviano"!

Taciano Cassimiro disse...

Pastor Silas Daniel me desculpe a colocação e interpretação equivocada, e agressiva da minha parte. Não pude corrigir o erro antes. Mudei de cidade no outro dia, e só hoje com acesso a internet pude fazer este pedido de perdão.
Abraços e me perdoe em Cristo!

Wilson R. Plaza disse...

Certa vez o reverendo Antonio Carlos da Igreja Presbiteriana da Barra. Disse: Que o avivamento vira, quando os pentecostais assembleiano se tornarem calvinista. Pq o verdadeiro avivamento é uma volta para as escrituras. E o movimento reformado é isso é uma volta para escritura.

Paulo Cesar Antunes disse...

Wilson R. Plaza,

Esse reverendo tem boca e pode falar o que quiser, inclusive que Jesus voltará somente quando todos os cristãos se tornarem calvinistas ou que Calvino é o caminho até Deus, mas isso não significa que seja verdadeiro. E por falar nisso, dada a sua predição, esse reverendo é profeta?

Mas você já ouviu falar do Avivamento Wesleyano? Pois é. Ele aconteceu, independentemente do Calvinismo. Esse avivamento até contou com o impulso dado por Whitefield, calvinista, mas ele foi ofuscado pelos irmãos Wesley, que deram vigor e solidez ao movimento.

Alexandre Gonçalves disse...

Qual o documento oficial das Assembleias de Deus que corroboram com a sua tese de incompatibilidade do calvinismo nas Assembelais de Deus? De o de o sr. deduz essa incompatibilidade? Se estivessemos falando de cessacionismo, poderia entender sua posição, mas falamos apenas da soteriologia calvinista e nada mais. Melhor repensar seus pensamentos a meu ver intransigentes.

Alexandre Gonçalves disse...

Qual o documento oficial das Assembleias de Deus que corroboram com a sua tese de incompatibilidade do calvinismo nas Assembelais de Deus? De o de o sr. deduz essa incompatibilidade? Se estivessemos falando de cessacionismo, poderia entender sua posição, mas falamos apenas da soteriologia calvinista e nada mais. Melhor repensar seus pensamentos a meu ver intransigentes.

Anônimo disse...

Meu nome é João Marcos, congreguei na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mari-PB desde minha infância, meus avós já eram convertidos na denominação desde quando eu nasci e fiquei até meus 19 anos congregando nesta igreja. Quando conheci as doutrinas reformadas houve um choque de pensamentos, até então eu era alienado a uma linha de pensamento que me era imposta desde a infância. Conheci a doutrina reformada após um congresso nesta igreja onde foi pregado algo que me inquietou e quando cheguei em casa aquilo ainda me inquietava, então orei e fui ler a bíblia e ao ler encontrei algo diferente do que havia sido pregado naquele culto, então decidi me aprofundar mais no assunto e descobrir que muitas coisas que fui ensinado de uma forma singular, não era realmente como me parecia ser.

O maior problema hoje das igrejas pentecostais é a alienação dos adeptos, ao analisarmos algumas igrejas, assim como eu fiz não só na que eu congregava, mas também nas regiões mais próximas, muitas pessoas não conhecem a verdade das Escrituras, seguem ideias pregadas nos púlpitos, e bem sabemos que nestas pregações não lhe é proposto opções de pensamentos, mas lhe é imposto uma linha de pensamento a qual você não tem o direito de questionar. Assim surge uma denominação de pessoas alienadas, que muitas vezes adoram um Deus criado pela mente humana(falo do que presenciei durante 19 anos).


Não quero criticar nenhuma linha de pensamento teológico aqui, mas criticar o método de apresentação ou imposição de pensamentos... Sabemos que a AD é uma denominação declarada Arminiana, que na verdade segue mais para o lado semepelagiano. Mas a questão é, porque não é exposto aos seus membros os dois lados da moeda? Nesta revista foi publicado um artigo em defesa do Arminianismo, porque não se abre espaço para a defesa do Calvinismo? Todos tem o direito de conhecer as duas vertentes sendo defendidas pelos seus adeptos. O problema é que os membros não tem a liberdade de analisarem a verdade por trás dessa ideologia.

Eu cresci sendo ensinado a não questionar, a palavra do pastor era suprema, não podia nem examinar a bíblia pois estava indo contra a autoridade do pastor(parecia a ICAR no século XVI). Como ainda hoje nesta igreja onde congreguei os membros são ensinados a não questionar, tem que aceitar e pronto. Se todos os membros desta denominação resolvesse abrir suas bíblia e examinar tudo o que é pregado em seus púlpitos com as Sagradas Escrituras, haveria uma outra reforma protestante dentro das igrejas protestantes.

Pr. Paulo de Oliveira disse...

Olá,
Quem Tecla é o Pr. Paulo Araujo (judeu), eu entendo que as listas de escritores Arminianos são extensas como as listas de defensores do Calvinismo também, mas o que precisa ser de novo revisto não é nem o Arminianismo e nem o Calvinismo em si... O que me preocupa é a intolerância de ambos os lados... O estudante mais do que sincero há de convir e lembrar que o mesmo Armínio, chama por assim dizer, Calvino de Profeta quando lida com seus comentários e os indica aos seus alunos, o que precisamos entender que nem mesmo Armínio é Pai do que é Chamado de Arminianismo hoje, o pior é que se agregaram tantas coisas ao que Calvino escreveu e também muito mais ao que Armínio falou que hoje nem podemos advogar muito tais sistemas, por exemplo tanto Calvino como Armínio eram advogados da mesma doutrina Reformada, então leia-se:
1- sessacionismo de dons;
2- leitura cíclica de Apocalipse;
3- tendencia escandalosa ao amilenismo;
4- batismo infantil;
5- batismo asperso;
6- e uma forte ligação com a teologia geral agostiniana...
Bem por fim, eu espero que nós não venhamos levar a Ass. de Deus nem para um extremos e nem para o outro, mas que sejamos Calvinistas enquanto Calvino for Bíblico e Arminianos enquanto Armínio for Crente; porque o que serve disto tudo para nós Assembleianos é o lema Principal que estes dois sistemas tentam advogar a si - SOLA SCRIPTURA!!!!!

Anônimo disse...

Graça e paz a todos. Sou batista de coração e me encontro a congregando na AD a um ano e meio(sou de confissão calvinista).
Quanto ao assunto, tenho a dizer que é muito claro na denominação o receio quanto ao calvinismo e a esmagadora maioria nem sabe o que é calvinismo ou arminianismo. Há um "vaco" de conhecimento muito grande, a gente que chega de fora percebe um forte desejo de crescimento, uma forte valorização do nome da denominação mas, não há muita preocupação que os obreiros sejam estudados na palavra de Deus. Infelizmente ainda se valoriza muito o retété. Creio que é natural à medida em que os novos obreiros vão em busca do conhecimento e descobrem a teologia reformada, não tem como não aderir. Afinal, ela está presente em toda a Bíblia.

Pr. Paulo de Oliveira disse...

Bem sr "anônimo", em suas palavras o sr conseguiu contradizer-se, ir contra tudo que já foi exposto acima e ainda mais desrespeitou minha denominação quando desconsiderou Mestres em Teologia de uma geração muito anterior a nossa, gente que era Batista, Metodista e Presbiteriano, mas que entendeu que os sistema soteriológicos estavam e estão separando-nos da ideologia maior, afinal, Jesus não disse sejais calvinistas, sejais arminianos, sejais pentecostais ou qualquer outra coisa, o que o Mestre disse sobre salvação com TOM de ORDEM foi: Ide e Pregai... QUEM CRER E FOR BATIZADO SERÁ SALVO... O que vier depois disso é mera filosofia ..... "Digo isso como entendendo que a filosofia feita está tentando perscrutar a mente e os desígnio de Deus e não como Filosofia vã pecaminosa, mas mesmo assim infrutuosa , pois o Sábio Salomão ao tentar penetrar estes mesmos segredos deixou apenas isso registrado - 2Crôn. 6:1"

Anônimo disse...

A paz do senhor amados.
Sou Assembleiano e abaixo segue minha posição:
Minha opinião?
Sinto grande respeito e admiração pelo pastor Silas Daniel.
Conheço muitas de suas obras. Eu o tenho como um grande teologo e conhecedor das escrituras. Porem percebo, e é claro esse meu pensamento pode estar equivocado, que para o meu querido pastor é mais importante a tradição e raizes da nossa igreja Assembleia de Deus do que a verdade teologica propriamente dita.
Embora sinceramente tambem não goste dos conflitos. entendendo lógico que as vezes são inevitaveis, vou fazer das palavras do pastor reformado Paulo Anglada as minhas Próprias palavras.
Um trecho do seu livro As antigas Doutrinas da Graça que diz mais ou menos assim:
É mais que pontos de vistas diferentes como pensa equivocadamente o arminiano.
A questão é mesmo SUBSTANCIAL se você acredita que em assuntos de GRAÇA nas escrituras pode de alguma maneira contribuir para sua salvação você faz de Deus um mentiroso.
Graça é Graça e ponto.
A deficiência de compreensão por parte dos arminianos e tão gritante....

Marlon Marques disse...

Depois do comentário acima, graças a Deus a Assembleia de Deus está pensando em fazer uma Confissão de Fé, o que deixará explícito o arminianismo da AD. Um assembleiano citar um livro de um presbiteriano, que vai de encontro ao ensino pentecostal no geral, é brincadeira.

Realmente a questão é mesmo substancial, como Anglada afirma, mas a deficiência gritante, que o anônimo assembleiano calvinista acima asseverou, não é por parte dos arminianos.

Graça e Paz!

Anônimo disse...

Graça e paz a todos!!
Pastor Silas Daniel, gostaria muito de saber o que realmente o calvinismo fala, sobre o pecado, e o arrependimento.
Sou leigo no assunto, e tenho meu pensamento de que existe o livre arbítrio, e entendo, que o calvinismo me leva a uma linha de pensamento de que uma vez salvo, salvo para sempre, que independente do que seja feito, pecando ou não vou para o céu(serei salvo), ou que o calvinismo ensina que nenhum ser escolhido peca, e os demais vieram só para pecar e ir para o inferno. E por que é falado sobre o arrependimento, e o pecado na bíblia, se ele não existe para o escolhido? Ou por que Deus, se fez carne e habitou entre os homens, sofrendo para remissão dos nossos pecados, se ele já tinha seus escolhido?
Se puder me responder nas duas linhas teológicas(doutrinas), ficarei muito agradecido. Se alguém junto com o irmão Silas, quiser responder ficarei grato.

Um abraço.

Anônimo disse...

parabens ao amado pastor silas daniel pelo esforço e brilhante pesquisa sobre o assunto tão urgente em nosso tempo....tenho mim dedicado tambem nesse assunto de arminianismo nas assembleias de deus no brasil e em nossos seminarios e pulbitos....acredito em varios pontos positivos do calvinismo mais de coração sou arminiano,apesar de ser o arminianismo ser mal entendido e criticado pelos que não conhecem sua historia e fundamento doutrinario...como disse jhon weslley ;´´nem um homem esbravejem contra o arminianismo, a menos que o conheça´´
paz em cristo!

Pr. Paulo de Oliveira disse...

Bom Dia,

Sou das A.D's. e mesmo penso que esta é uma falta de respeito intelectual para com nossos irmãos, já me posicionei aqui, mas volto a me expressar um tanto triste. Não gostaria de ver nossa denominação tão carente de Teologia ser influenciada por metade de um pensamento que só causou prejuízo na Europa inteira e nos EUA, após sua real aceitação que é o puro pensamento Arminiano que acaba por ser pai de grandes heresias, se não em nosso tempo a maior delas o Teísmo Aberto!!! Até porque as A.D's não são Arminianas e nem Calvinistas convictas...

As A.D's sempre tentaram achar um ponto comum nos dois sistemas (claro que sei que isto é impossível quando se trata da visão salvífica), mas sempre tentamos compreender um e outro e sempre nos conformamos com o meio termo e onde não tínhamos explicação ficávamos calados como o bom Teólogo deve fazer (ex. RaShY - Rabi Shlomô Ytschak e o mesmo Calvino, Jhon Wyclif, etc)... Espero que não se acenda um fogo inextinguível de adoração à Teologia de Armínio e depois não se consiga apagá-lo, pois o mesmo sistema Calviniano que tem problemas como: o mal; predestinação fatalista ou dupla predestinação; monergismo e etc... No Arminiano teremos as mesmas dificuldades, se não até piores, pois o Pelagianismo caminha de mãos muito bem dadas com o Arminianismo... O que nos falta nas A.D's não é Teologia e nem Teólogos, isso aí até o MEC forma, o que nos falta de verdade nas A.D's são homens Bíblicos, descomprometidos com seus cachês, descompromissados com seus ministérios particulares e descomprometidos com sua visão particular e míope sobre o que é ou deixa de ser doutrina...

Faço um apelo aos amigos aqui e peço que parem de pregar as teses de Calvino ou as teses de Armínio ou mesmo as de Lutero, comecemos a pregar a Bíblia novamente, procuremos expor a Bíblia em nossos púlpitos, façamos e trabalhemos por um real comentário Bíblico advindo de um coração piedoso e deixemos o conformismo editorial de A-B ou C, sejam eles Calvinianos, Arminianos, Luteranos e afins....

Com isso não digo que não devamos fazer ou mesmo pensar pressupostos Teológicos, apenas digo que nossa Teologia precisa ser completamente Bíblica e para isso precisamos abandonar a priorização pelos sistemas Teológicos e priorizarmos a Bíblia antes dos pressupostos, para que nossos pressupostos voltem a ser o mais Bíblicos quanto conseguirmos postular!!!!

Desculpe-me qualquer coisa que possa parecer ofensiva a alguém, mas o intuito não foi nem nunca será ofender ninguém e nem mesmo ter a última palavra, é apenas um pensamento de quem está viajando pelo Brasil, visitando cada igreja Ass. de Deus, conversando não com a liderança somente, mas com cada membro em particular interessado em Teologia, esse é o grito do povo que trago até os amigos aqui e como todo teólogo deixo-vos mais este problema para pensarmos juntos e que Deus ilumine alguém para podermos responder esta questão!!!!

Prof. Paulo Araujo de Oliveira - Instrutor do CETADEB - Centro Educacional Teológico das Assembleias de Deus no Brasil.

Eloisa Menezes disse...

Boa noite e a paz. Tem um rapaz fazendo bons vídeos no youtube com material muito claro com foco em Cosmovisão Arminiana. O nome do canal é: Minuto Teológico. Espero ajudar os irmãos também desta forma.

Eloisa Menezes disse...

Boa noite e a paz. Tem um rapaz fazendo bons vídeos no youtube com material muito claro com foco em Cosmovisão Arminiana. O nome do canal é: Minuto Teológico. Espero ajudar os irmãos também desta forma.

Anônimo disse...

A paz do senhor, sou membro da minha Assembléia de Deus, nasci na denominação, meus pais aceitaram a fé nesta linda igreja,e cresci ouvindo nos nossos púlpitos, mensagem quer enaltecem a soberania de Deus,e sobre as responsabilidades do Homens.porem a igreja nunca teve problemas sobre esses assuntos. Muitas pessoas responderão a graça, e ainda hoje vejo nossos irmãos auxiliares,diáconos e presbíteros, já de idade avançada com uma mente doutrinaria muito linda.tenho 36 anos, sou jovem, mais me alegro muito em ver quer a igreja cresse em conhecimento,porem estes irmãos quer se apoiarão nesta base doutrinaria, sem nem saber se era uma doutrina calvinista ou arminianista eles estão bem alguns foram transferidos para a eternidade entre estes o meu velho e amado pai quer sempre lia romanos para nossa família cristã,outros ainda vivem,acreditando a soberania de Deus e de vidas integras diante de Deus e dos homens ainda estão dando lucros todos os trimestres para a CPAD. pergunto temos quer arrumar as malas e procurarmos uma entidade reformada?pastor seja humilde e peça perdão a igreja de cristo, reconheça seu excesso.todos cooperamos nesta obra linda da evangelização.não nos entristeça não somos de pedro nem de paulo somos de cristo.sou ATOS DE CARVALHO DO MARANHÃO.

ÃO.

Anônimo disse...

A paz do senhor, sou membro da minha Assembléia de Deus, nasci na denominação, meus pais aceitaram a fé nesta linda igreja,e cresci ouvindo nos nossos púlpitos, mensagem quer enaltecem a soberania de Deus,e sobre as responsabilidades do Homens.porem a igreja nunca teve problemas sobre esses assuntos. Muitas pessoas responderão a graça, e ainda hoje vejo nossos irmãos auxiliares,diáconos e presbíteros, já de idade avançada com uma mente doutrinaria muito linda.tenho 36 anos, sou jovem, mais me alegro muito em ver quer a igreja cresse em conhecimento,porem estes irmãos quer se apoiarão nesta base doutrinaria, sem nem saber se era uma doutrina calvinista ou arminianista eles estão bem alguns foram transferidos para a eternidade entre estes o meu velho e amado pai quer sempre lia romanos para nossa família cristã,outros ainda vivem,acreditando a soberania de Deus e de vidas integras diante de Deus e dos homens ainda estão dando lucros todos os trimestres para a CPAD. pergunto temos quer arrumar as malas e procurarmos uma entidade reformada?pastor seja humilde e peça perdão a igreja de cristo, reconheça seu excesso.todos cooperamos nesta obra linda da evangelização.não nos entristeça não somos de pedro nem de paulo somos de cristo.sou ATOS DE CARVALHO DO MARANHÃO.

ÃO.

Pr. Paulo de Oliveira disse...

Claro que não caro amigo ATOS DE CARVALHO DO MARANHÃO, até porque nossa Ass. de Deus é tão reformada quanto qualquer outra igreja da reforma, outro sim, precisamos é não endeusar a ignorância e nem supervalorizar os postulados isoladamente.

Acredito que nós estamos no caminho certo, e isto trago da mente de amigos com quem tenho o prazer de conversar com pastores como Pr. Antônio Gilberto (A.D. Cordovil-RJ), Pr. Claudionor de Andrade, Pr. José Rodrigues (A.D Itaoca- RJ), etc......

Osni Gonçalves disse...

Caro Ricardo, sou pastor Assembleiano e concordo com cada palavra q vc escreveu. A impressão q a CPAD nos passa é que o Conselho de Doutrina da CPAD/CGADB, presidida à tempos por Paulo Freire da Costa, filho do presidente da CGADB (este há 28 anos encastelado no poder!), sequer lê as obras publicadas pela CPAD antes de irem à prelo! Publicar obras de Calvinistas é o mesmo q mandar leitores leigos procurarem em outras editoras livros destes autores que expõem a doutrina calvinista. Uma vez q a nossa CASA PUBLICADORA é confessional, o conselho de doutrina deveria tomar mais cuidado ao endossar obras de cunho calvinistas, como os mencionados por vc na tua fala. Alguém lá, não está "fazendo o dever de casa!

Osni Gonçalves disse...

Mas que publicar obras de calvinistas remete o leitor a beber de outras fontes em outras editoras confessionalmente calvinista, remete! Principalmente se ele gostar do q leu nos livros desses autores na CPAD.

Osni Gonçalves disse...

Plenamente se acordo!

Osni Gonçalves disse...

A Assembléia de Deus perdeu as rédeas confessionais por ter na sua liderança maior homens sem formação teológica,consistente!

CLAUDIO ARAUJO disse...

Vi preocupação do Silas Daniel em manter a identidade assembleiana, que tantos falam. Mas o mais importante é a verdade da Palavra, e não sustentar até mesmo ensinos antibíblicos em nome de markenting EMPRESARIAL.