domingo, 24 de maio de 2015

O mal da crítica barata

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Quem acompanha este blog sabe que não temos medo da crítica e nem medimos esforços para combater os modismos do meio evangélico. Todavia, é necessário cuidado com a crítica barata, rasteira e apressada. Por que falo isso? Na última semana circulou nas redes sociais a foto abaixo. Nela temos a "Marcha Para Jesus 2015" de Curitiba (PR) observada por um mendigo. Fizeram até um poema refletindo sobre o fato. Todos os comentários falavam do "absurdo" da cena, etc. e tal. Agora eu pergunto: como criticar esses evangélicos se fazemos isso todos os dias? Ora, será que todos os indignados com essa foto param na rua diante de um mendigo para auxiliá-lo?



Há críticas que são, repito, rasteiras e vazias e, também, hipócritas. Infelizmente, criticar o neopentecostalismo virou um hobby capaz de esconder os nossos próprios problemas. Apontar o mal do outro não torna ninguém “do bem”. A nossa apologética, mesmo envolvendo o combate ao neopentecostalismo, deve conter a moderação. É verdade que a “Marcha Para Jesus” deve receber inúmeras críticas, mas não é possível fazê-la com hipocrisia e falso moralismo. Sejamos combatentes da fé, mas nunca esquecendo das nossas próprias limitações. A nossa vida deve ser pautada na modéstia, ainda que estejamos na guerra.

domingo, 17 de maio de 2015

Por que o legalismo dos “usos e costumes” penaliza especialmente as mulheres?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Você já observou  que a maior parte das regras de igrejas legalistas no tocante aos “usos e costumes” sobressaem sobre as mulheres? Não é necessário militar no feminismo filosófico e nem partir para exageros do politicamente correto, mas é fácil concluir que a mulher sofre mais do que os homens em igrejas legalistas. A mulher, em muitas comunidades evangélicas até os dias de hoje, não pode ser feminina e nem buscar o embelezamento, que é um traço tão marcante no desenvolvimento da feminilidade. Algumas são tão desprovidas de gestos e adornos femininos que mais parecem imitação de homens.

Há muito tempo atrás eu estive em um culto onde uma mulher estava sendo literalmente julgada pelos obreiros porque havia cortado as pontas do cabelo. Um falava depois do outro e ela, na frente de todos, aguardava a “sentença”. Dos quatro obreiros que subiram à tribuna, incluindo o esposo desta, apenas um defendeu que a “pecadora” não deveria sofrer disciplina. O obreiro que ousou reclamar que não havia base bíblica para aquela disciplina foi, um dia depois, duramente criticado pelo pastor da igreja. No final, a mulher foi disciplina pelo grave pecado de cortar as pontas do cabelo (sic)!

Mas, então, como isso é possível? A origem de tudo isso é, naturalmente, uma falsa teologia. Muitos cristãos, conscientes ou não, atribuem à mulher um papel de tentação constante ao pecado. É como se toda mulher fosse uma Eva oferecendo o fruto proibido. Agora, esses esquecem que a razão da tentação não é a mulher, nem Deus e nem mesmo a serpente, mas sim a própria cobiça do coração. “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte”, como escreveu Tiago [1.14,15 NVI]. Ou seja, alguns homens diante da dificuldade de frear seus impulsos pecaminosos, logo buscam uma espécie de bode expiatório. Isso não é absolutamente novo, pois Adão disse ao próprio Deus que a culpa não era dele, mas da “mulher que me deste por companheira” [Gênesis 3.12 ARC].

Tertuliano e as mulheres

Infelizmente, essa popularização da mulher como atratividade e causa do pecado passou por um importante Pai da Igreja, o apologista africano Tertuliano (160 d. C- 220 d. C.). Tertuliano dedicou um livro diretamente para o público feminino, uma obra cujo título é De Cultu Feminarum [A Vestimenta das Mulheres], e dos argumentos principais temos a vestimenta, a maquiagem, os adornos e o comportamento. Ele teologiza sobre a mulher e, exagerando na retórica como era típico dos escritores da época, diz que a mulher introduziu a morte no mundo e a própria condenação de Jesus Cristo. Em outra obra o apologista patrístico escreve: “Mulher! És a porta do diabo. Persuadiste aquele que o diabo não ousava atacar de frente. Foi por tua causa que o filho de Deus teve de morrer. Deverias andar sempre vestida de luto e de andrajos”. [1]

Tertuliano combate com todas as forças o uso de joias e maquiagens. O embelezamento da mulher é visto como um meio de atratividade para o mal. A preocupação do apologista era especialmente com qualquer coisa que saísse da “naturalidade”. Ele  escreveu:

Desejo que tomes consciência de sua origem pecadora e da origem satânica das joias, maquiagens e tintas – cultus y ornatus – Tudo o que significa luxo, ouro, prata, pedras preciosas e joias não são mais que um sinal de ambitio a que se contrapõe a humilitas, verdadeira essência do bom cristão; neste caso, da boa cristã. Os cuidados como cabelo, pés, etc – orntaus -, significam para ele a prostitutio, oposta à castitas, um elemento a mais da moral que defende [2].

Felizmente, a teologia feminina de Tertuliano não é hegemônica em nossos dias e, talvez, nunca tenha sido na história da cristandade. No fundo, a pauta contra o embelezamento é partida da malícia do coração caído. Longe de manifestar santidade, o legalismo é a própria manifestação da sexualidade desenfreada que busca meios humanos para detê-la sem eficácia. O cristianismo desenvolveu uma teologia da beleza, que é um ótimo contraponto ao legalismo malicioso e iconoclasta dos herdeiros de Tertuliano.

Referências Bibliográficas:

[1] TERTULLIAN. De exhortatione castitatis. Trans. Rev. S. Thelwall. In: Coxe, A. Cleveland, D.D. (ed.). The Writings of the Fathers Down to A. D. 325. vol. 4. Edinburgh: WM. B. Berdmans Publishing Company, 2004-2013 (sem numeração de páginas). Disponível em: http://christianbookshelf.org/tertullian/on_exhortation_to_chastity/index.html (acesso em: 17/05/2015).

[2] Citado em: SAAVEDRA-GUERRERO, M. D.  La mujer como inductora de um fenomeno economico, la inflacion segun Tertuliano. In: JORNADAS DE INVESTIGACIONN INTERDICIPLINARIA - LA MUJER EM EL MUNDO ANTIGUO, 5., 1986, Madrid. Anais. Madrid: Universidad Autonoma de Madrid, 1986. p. 307-313.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

É possível uma interação com o catolicismo? Uma resposta ao artigo de Gutierres Fernandes

Por Victor Leonardo Barbosa

Cresci como católico e, apesar de ter uma família um tanto mesclada de evangélicos e alguns católicos nominais, o fato é que minha mãe sempre foi religiosa, e antes de abraçar a fé evangélica  nutria uma boa religiosidade para com a “Nossa Senhora de Fátima”. Tudo isso me levou a estudar em um dos vários colégios católicos em Belém (PA), sendo este autor pertencente à Congregação das Irmãs do Preciosíssimo Sangue, da ordem de Madre Maria Bucchi, de origem italiana. Nos 11 anos que frequentei esse colégio (dos 03 aos 14 anos) pude contemplar boa parte da teologia, missiologia e estrutura do catolicismo (assim como acompanhar as distinções existentes entre as ordens dos outros colégios, como o Marista e do Carmo), todavia, todos comungavam de crenças fundamentais com o resto do catolicismo mundial. Até mesmo no Seminário Batista tive contato com outros católicos. Por isso, não há como aliar tanto a experiência em um ambiente romano e suas doutrinas que me levaram a escrever, de maneira irênica, ao artigo anterior do Gutierres acerca do catolicismo e sua relação com o protestantismo [leia aqui].

1. A Igreja Cristã: continuidade e descontinuidade

Um dos argumentos utilizados pelo catolicismo (que remonta até ao tempo de Lutero) é acerca de sua antiguidade. Poderia a igreja estar errada em cerca de 1000 anos e só ser ajustada em 1517? Afinal, como disse Siqueira, o cristianismo não nasceu com Lutero. E é verdade, mas o romanismo tampouco nasceu no Livro de Atos dos Apóstolos. É necessário fazer várias distinções importantes dentro dos períodos da história da Igreja e verificar a continuidade existente entre esses períodos e a reforma.

1.1) As fases da Igreja

Deve-se fazer uma distinção nos períodos da igreja. Há a Igreja Católica antiga, há a Igreja imperial e católica romana da Idade Média, assim como a Igreja Católica em sua formatação moderna (Concílio de Trento) e contemporânea (Vaticano II). Não se pode comparar a igreja de Roma e seu império com a igreja da época de Irineu, Policarpo, Tertuliano e até mesmo Agostinho e Jerônimo. O período patrístico foi um período de florescimento teológico e que deu bases até hoje utilizadas pela fé cristã. É só ler os argumentos e pontos teológicos de Irineu e Justino Mártir, assim como a apologética de Orígenes em Contra Celso para ver que muito da saudável teologia que temos hoje, vieram dos pais da Igreja, que na época pode ser conceituada como Igreja católica (no sentido universal) Antiga. Os reformadores como Lutero, Bucer e principalmente Calvino beberam profundamente nos escritos patrísticos e resgataram ensinamentos preciosos que estavam enterrados há séculos na parafernália teológica e Litúrgica de boa parte da Idade Média. Por isso, todo cristão evangélico seguramente e com bom conhecimento bíblico deve ler (obviamente com discernimento) os pais da Igreja e seus ensinamentos.

1.2). O período medieval e o endurecimento da “Tradição II”

O período medieval é marcado por variações históricas, o que não poderia deixar de ser, haja vista que é um tempo de cerca de mil anos. Não há dúvida que houve boa produção teológica nesse período (como Anselmo de Cantuária e Tomás de Aquino), assim como genuínos crentes que compunham a igreja instituída como John Wycliffe e até mesmo separatistas como Pedro Waldo. Porém, fica evidente que a Igreja medieval se afastou grandemente da simplicidade que há em Cristo assim como  também do coração do próprio Evangelho. É notável aquilo que David Riker classifica como “Tradição I” e Tradição II” dentro da igreja.  No dizer de Riker:
[Há] duas maneiras diferentes de entender o relacionamento da Escritura com a tradição... Tradição I tinha como fonte a autoridade da Escritura mais a tradição exegética, com esta submissa àquela... A Tradição II inclui- além da Bíblia e da tradição exegética – a tradição oral como fonte de autoridade. Ou seja, Tradição II envolve a mensagem apostólica escrita, os comentários bíblicos e a tradição oral aprovada pela Cúria. ”[1].
Claramente a fé protestante segue a Tradição I que existia na Idade Média, com representantes como Thomas Bradwadine, Wensel Ganfort e o próprio Wycliffe.  Todavia, é necessário dizer que a Igreja Católica Romana não é a mesma do período medieval, mas possui muito da igreja da Contra-Reforma.

2. Catolicismo: de Trento até hoje

Que a Contra-Reforma trouxe mudanças éticas e morais positivas no seio católico não há dúvidas, mas poucas foram as mudanças teológicas, pois a mesma, sem dúvidas, optou  pela Tradição II (que de certa forma, era majoritária). Até hoje, mesmo com as mudanças introduzidas no Vaticano II (algumas sensatas, ouras prejudiciais), pouca coisa mudou. A visão de Trento acerca da figura de Maria, dos santos, da Igreja e da salvação praticamente foi inalterada, sendo ainda promovidos de maneira institucional. Segundo o ex-católico irlandês Tom Coffey, comentando acerca de João Paulo II, afirmou:


Seu papado não será esquecido nos anais empoeirados da história. Sua posição inflexível em questões morais tais como aborto, o comportamento homossexual, o casamento entre homossexuais , o materialismo e a importância da família foram revigoradas para um mundo moralmente decaído. [...] No entanto, alguns dos ensinamentos de João Paulo II jamais poderão ser aceitos por aqueles que, entre nós, que sabe que a Bíblia é a Palavra de Deus.... Por exemplo, João Paulo II promoveu incansavelmente a devoção a virgem Maria e canonizou mais de quatrocentos santos; leia-se mais do que tinham sido canonizados por todos os papas que o sucederam. “[2]


Não se trata apenas aqui de “irmãos equivocados”, mas de doutrinas institucionalmente estabelecidas e aprovadas religiosamente pela Cúria. É bem verdade que existem as manifestações populares que nem sempre convergem exatamente com a ritualística católica (ainda que muitos clérigos apóiem e até incentivem tais eventos), porém, é claro pelos documentos católicos como o registro da seção XXV de Trento ou então o Catecismo da Igreja Católica, desvios graves que afetam a pureza do Evangelho, transtornando-o, obscurecendo e desvirtuando-o.  No dizer de Coffey: “O modelo da Igreja Católica Romana jamais seria endossado por Jesus”[3]. 

Uma objeção que poderia ser levantada é: “mas não há graves erros acontecendo dentro do meio protestante evangélico”? Certamente que há e, por isso, um lema que os reformadores tinham em mente era Ecclesia Reformata semper reformanda est. Todavia, o protestantismo e evangelicalismo histórico/conservador sempre mantiveram os fundamentos da Tradição I, explicadas nos Solas da Reforma, que ainda diferem totalmente da configuração católica romana atual. Como já escrevi em artigo anterior, tais fundamentos não podemos esquecer  [4].

Isso significa que a Igreja Católica não produziu teólogos capazes em tempos recentes? Certamente que sim. Homens como Gilbert K. Chesterton e teólogos como Joseph Ratzinger e Etienne Gilson sem dúvida foram e são pensadores, teólogos e filósofos capazes, porém não há como abrandar suas ilusões e erros perigosos à própria salvação, deles e dos que o escutam (1 Tm 4.16). Minha oração a Deus é que Ele ilumine homens como Ratzinger para que comprem a verdade e não a vendam, mas possam verdadeiramente cumprir 1 Tm 2.5.

3. Catolicismo versus protestantismo: é possível alguma interação?

É necessário esclarecer algumas definições. Se por “interação ” se quer dizer cultos ecumênicos e diálogo religioso, minha resposta é um firme e sincero não. Enquanto Roma não abandonar sua eclesiologia, suas tradições alheias a Bíblia e não exaltarem doutrinariamente como Cristo o único mediador entre Deus e os homens, assim como a justificação pela fé, tal tipo de interação é perigosa, espiritualmente danosa, inconsequente e pueril.

Todavia, caso a interação seja a participação em atividades sociais dentro de instituições conservadoras, que militam em prol da vida contra o aborto, ou contra os ataques à família como  a promoção do homossexualismo e a contrariedade à liberdade  religiosa, penso que seja possível uma interação, desde que não saia do nível sociológico da cristandade para o religioso. Se isso é possível, aí já é outra questão.

Conclusão

O cristianismo não nasceu na Reforma, todavia, tampouco a história da Reforma não possui continuidade com que ocorreu antes na Igreja Cristã.  Uma linha foi marcada na Reforma, sendo que as divisões são claras e necessárias diante das escolhas feitas pelos católicos-romanos. Qualquer interação com Roma que ameace os fundamentos do protestantismo não é avanço, mas retrocesso.
Soli Deo Gloria.




[1]          RIKER, David. Continuidade no Seio da Igreja. In: Revista Sistemática Equatorial. Belém: Gráfica Alves. 2009, p.10
[2]          COFFEY, Tom. Respostas às Perguntas que os Católicos Costumam Fazer.  1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. p. 20
[3]          Ibid. p.  21.
[4]          Disponível em: http://gqlgeracaoquelamba.blogspot.com.br/2014/10/a-justificacao-pela-fe-uma-doutrina.html.

domingo, 3 de maio de 2015

É possível um bom e saudável diálogo com o catolicismo?

Por Gutierres Fernandes Siqueira


É possível um bom e saudável diálogo com o catolicismo? Acredito que sim. Eu sei que esse é o tipo de texto que desagradará a muitos, especialmente os irmãos de linha fundamentalista [1], mas não vejo motivos para um ferrenho anticatolicismo nos dias atuais. Vejamos:

1.      Dialogar não é concordar com tudo.

Eu, como protestante, tenho inúmeras ressalvas ao catolicismo. Não é possível para mim concordar com doutrinas estranhas como a imaculada conceição da Maria, a confissão auricular, o papismo, a infalibilidade papal, a intercessão dos santos, a canonização de seres humanos, o papel excessivo da tradição, etc. Todavia, nas doutrinas cardeais a Igreja Católica é ortodoxa. O catolicismo romano, o catolicismo ortodoxo e o protestantismo são ramos menores da religião cristã e, todas elas, defendem as doutrinas resumidas no Credo Apostólico. O catolicismo não é uma seita, nem sociologicamente nem teologicamente falando, mas um ramo importante da cristandade. Sim, há inúmeros equívocos doutrinários, mas existe ramo denominacional sem equívocos importantes? Se eu sendo pentecostal posso conviver com um cessacionista e até com deterministas- hipercalvinistas, logo não posso conviver com outros irmãos equivocados em outros pontos? É possível dialogar com ressalvas e, também, manter um senso crítico sobre a doutrina alheia.

2.     O secularismo excessivo é um inimigo em comum.

A privatização da fé é um inimigo comum de todos os ramos do cristianismo. O século XXI não suporta divisões tão fortes entre católicos e protestantes porque já não vivemos no mundo ocidental sob o domínio da cristandade. É óbvio, mas é necessário lembrar: não estamos no século XIX. O mundo pós-cristão demanda uma união maior dos próprios cristãos. “Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir”, disse Jesus [Evangelho de Marcos 3.24]. O contexto da frase não é sobre a unidade da igreja, mas o princípio é igualmente válido. Hoje a agenda militante do aborto, da eutanásia, da sexualidade desenfreada etc. deve nos unir pela formação de uma contra-agenda.

3.     Não é possível fazer boa teologia desprezando séculos de produção católica romana.

O cristianismo não nasceu com Martinho Lutero e nem com William Seymour. São importantes para todos nós os chamados Pais da Igreja, os teólogos medievais e os escolásticos. Há também uma riqueza inestimável na mística medieval. Se você nunca leu nada de católicos como Tomás de Kempis (1379- 1471), Tereza de Ávila (1515-1582) e Blaise Pascal (1623- 1662) você não sabe o que está perdendo. E sem falar, é claro, de Tomás de Aquino (1225- 1274), um dos maiores teólogos da história cristã. Mesmo com muitos problemas e corrupções, a Igreja do Senhor nunca deixou de existir sobre esta terra.

4.     O catolicismo popular é uma lástima, mas o evangelicalismo popular não fica atrás.

Você pode alegar que os católicos comuns são pelagianos, idólatras, supersticiosos, teologicamente confusos e nominalistas, todavia pergunto: os evangélicos-médios são diferentes?

No demais, voltarei ao tema.
Nota:

[1] Há exceções. O reverendo D. James Kennedy (1930-2007), famoso pastor presbiteriano, é um exemplo de fundamentalista que não era anticatólico. Essa visão mais positiva pode ser lida resumidamente no livro KENNEDY, D. James & NEWCOMBE Jerry. As Portas do Inferno não Prevalecerão. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.